#CPIdaCovid já foi usada mais de 1 milhão de vezes; pico foi no depoimento de Wajngarten

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Desde que foi instaurada, a CPI da Covid vem movimentando as redes sociais com postagens de internautas anônimos e também de personalidades políticas dos mais diversos espectros. A pedido do GLOBO, a consultoria Arquimedes, especializada em análises sobre as plataformas digitais, identificou que, até a última segunda-feira, a #CPIdaCovid já somava 1.164.174 postagens no Twitter, enquanto a #CPIdaPandemia tinha 296.590 posts. O pico de audiência aconteceu em 12 de maio, quando prestou depoimento o ex-assessor da Presidência Fabio Wajngarten.

O levantamento considerou apenas menções diretas à CPI, não levando em consideração, por exemplo, citações a nomes de senadores e depoentes. No dia da oitiva de Wajngarten — que na semana anterior tinha dito à revista "Veja" que houve "incompetência e ineficiência" do Ministério da Saúde no atraso das vacinas — o Twitter recebeu 782 mil posts mencionando a comissão. Nas 24 horas seguintes ao seu depoimento, o ex-assessor chegou a ser o segundo nome de política mais buscado no Brasil no Google Trend.

Em seu depoimento, Fabio Wajngarten se esquivou de respostas diretas e foi advertido pela mesa. Ele ainda foi acusado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) de mentir à CPI por negar declarações dadas à "Veja", que logo divulgou áudios comprovando as declarações do ex-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom). Depois disso, a equipe de Renan passou a realizar um mapeamento de declarações contraditórias ou falsas de depoentes.

A maioria das incoerências encontradas saiu da oitiva do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello. Divididos em dois dias, os depoimentos do general também foram um dos que mais tiveram destaque nas redes. Além da #CPIdaCovid, as hashtags #PazuelloDay e #PazuelloMissãoCumprida — usadas principalmente por bolsonaristas que avaliaram como positiva a participação do general na CPI — levantaram bastante o engajamento sobre a comissão no Twitter.

Os próprios senadores membros da CPI da Covid, como o presidente Omar Aziz e o relator Renan Calheiros, utilizam hashtags da comissão e contribuem para alavancar suas posições nas redes, que sempre aparece entre os assuntos mais comentados do Twitter quando há sessão.

Como O GLOBO mostrou, a cobertura da CPI ganhou tamanha repercussão nas redes que já dá para comparar com o empenho de tuiteiros com realities, como o BBB. Os senadores da comissão ganharam fã-clubes e, no YouTube, o canal da TV Senado atingiu sua maior audiência com as transmissões das sessões desde o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016.

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