CPTM pode ter nova greve nesta quinta-feira (5)

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***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 15.07.2021 - Movimentação de passageiros pela estação Luz da CPTM. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 15.07.2021 - Movimentação de passageiros pela estação Luz da CPTM. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Trabalhadores das linhas 11, 12 e 13 da CPTM (Companhia Paulista de Trens Metropolitanos) poderão iniciar uma greve a partir desta quinta-feira (5). A categoria reivindica a reposição salarial de dois anos e o pagamento do PPR (Programa de Participação nos Resultados) referente a 2020.

A assembleia que irá deliberar sobre o início ou não da paralisação será realizada no início da noite desta quinta. Segundo Múcio Alexandre Bracarense, secretário-geral do Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, o indicativo é de greve. A decisão final, porém, é dos funcionários.

Bracarense informa que o TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de São Paulo havia determinado que a CPTM pagasse 3,63% de reajuste salarial para o exercício 2020/2021 e de 6,36% para 2021/2022. Segundo ele, "com certeza" a categoria aceitaria essa proposta. No entanto, a empresa recorreu da decisão, que foi cassada pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho).

O sindicalista afirma ainda que a CPTM "deu calote" nos trabalhadores e não pagou o PPR do ano passado, que, segundo ele, já teve até assinatura do acordo. "A empresa também não respeitou decisão judicial que mandou pagar", diz.

Caso a proposta de greve seja aceita, deverão ser afetadas as linhas 11-coral (Luz-Estudantes), 12-safira (Brás-Calmon Viana) e 13-jade (Luz-Aeroporto de Guarulhos).

No mês passado, houve outra paralisação na CPTM, mas que atingiu as linhas 7, 8, 9 e 10, além de parte da 13. A greve foi organizada pelas seguintes entidades: Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias de São Paulo, Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Sorocabana e Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo.

A paralisação nessas linhas teve início no dia 15 e terminou no dia seguinte, depois que os trabalhadores chegaram a um acordo com a CPTM. O acordo não abrange as linhas 11, 12 e 13, que são representadas pelo Sindicato dos Trabalhadores das Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, que não participou da negociação.

A CPTM foi procurada pela reportagem para comentar sobre a possível greve e para responder às afirmações do sindicato, mas não respondeu até o momento da publicação desta reportagem.

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