Crédito a empresas para pagamento de salários começa a ser liberado na segunda

IVAN MARTÍNEZ-VARGAS
*ARQUIVO* BRASÍLIA, DF, 01.04.2020 - O presidente Jair Bolsonaro e o ministro da economia, Paulo Guedes, durante pronunciamento à imprensa no Palácio do Planalto, em Brasília, para falar sobre as medidas econômicas de combate ao novo coronavírus. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A linha de crédito emergencial anunciada pelo governo para para financiar a folha de pagamento de pequenas e médias empresas -com faturamento anual de R$ 360 mil a R$ 10 milhões- começa a valer nesta segunda-feira (6).

A MP (Medida Provisória) 944, que criou o programa foi publicada na noite da última sexta-feira (3). O crédito liberado será de R$ 40 bilhões -85% do montante de recursos públicos- para ajudar empresas a pagarem os salários de seus empregados em meio à pandemia do novo coronavírus.

O Bradesco anunciou neste domingo (5) que vai financiar o pagamento de 1 milhão de salários.

As empresas poderão financiar até duas folhas de pagamento, com limite de crédito de dois salários mínimos (R$ 2.090) por empregado. Como contrapartida, não poderão demitir trabalhadores sem justa causa por 60 dias, contados a partir da contratação do crédito.

O prazo para pagamento será de até 36 meses, com seis meses de carência e sem spread (diferença entre o custo de captação do banco e a taxa de juros cobrada), segundo o Bradesco. Os juros praticados serão de 3,75% ao ano, equivalente ao custo do dinheiro no CDI (Certificado de Depósito Interbancário).

A linha de crédito emergencial foi instituída pela MP 944, que instituiu o Programa Emergencial de Suporte ao Emprego, regulamentada pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) e pelo Banco Central para garantir a sobrevivência de empresas durante a crise.

De acordo com a medida, a linha de capital de giro receberá 85% de recursos do Tesouro Nacional, com montantes repassados pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), e 15% dos próprios bancos.