Cratera na Marginal: veja como está o tatuzão 3 meses após o acidente

Três meses depois do acidente que abriu uma cratera na Marginal Tietê, em São Paulo, começam a ser divulgadas as primeiras imagens do equipamento que ficou submerso pelo esgoto que estourou da adutora.

Imagens exibidas no Fantástico deste domingo (8), na TV Globo, mostram como ficaram a obra e tatuzões da obra do Metrô inundada pelo esgoto que vazou de um túnel da Sabesp.

Em 1º de fevereiro, o acidente abriu uma cratera na Marginal Tietê, uma das principais vias de trânsito da capital, atingiu pistas de tráfego e praticamente parou a cidade. Nenhum funcionário ou motorista ficou ferido com gravidade. Dois dias depois, as pistas afetadas foram concretadas e reabertas.

Meses depois do acidente, o Fantástico exibiu imagens do túnel da Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) e o fosso e dois túneis da Linha 6-Laranja da Estação do Metrô, que está sendo construída e foi atingida pelo esgoto.

Tatuzão danificado pelo rompimento de túnel da Sabesp em fevereiro em obra do Metrô, que abriu uma cratera na marginal Tietê, em São Paulo. (Foto: Reprodução/TV Globo)
Tatuzão danificado pelo rompimento de túnel da Sabesp em fevereiro em obra do Metrô, que abriu uma cratera na marginal Tietê, em São Paulo. (Foto: Reprodução/TV Globo)

A Sabesp retirou 200 milhões de litros de esgoto da obra da futura estação do Metrô. Esse volume corresponde a 60 piscinas olímpicas que foram geradas por 2,2 milhões de pessoas. O local foi totalmente limpo e higienizado no início de maio.

No entanto, o esgoto danificou dois tatuzões, como são chamados os tuneladores, duas máquinas responsáveis por perfurar túneis de grande diâmetro e extensão, como os usados em Metrôs no mundo todo. Cada equipamento tem 108 metros de extensão.

Os equipamentos ficaram submersos e foram danificados. Quando ocorreu o acidente, somente um deles funcionava, já que o outro estava sendo construído ainda.

Os tatuzões ficarão parados sem poder trabalhar, até que os reparos das partes eletrônicas das máquinas sejam finalizados. Não há previsão de quando isso será feito. Um tatuzão custa, em média, US$ 30 milhões (algo em torno de mais de R$ 150 milhões).

Para apurar as causas e eventuais responsabilidades pelo acidente, o Ministério Público (MP) abriu um inquérito.

Ainda não houve conclusão a respeito do que possa ter causado o rompimento do túnel da Sabesp. A perícia ainda não terminou os laudos com os resultados que podem apontar o que provocou esse problema no túnel da Sabesp. Ele fica três metros acima dos túneis do Metrô.

Os exames estão sendo feitos pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado pelo governo estadual.

Entre as prováveis causas analisadas pelos peritos estão:

  • O túnel da Sabesp poderia ter tido alguma falha pontual que se agravou com o rompimento após a passagem de um dos tatuzões do Metrô;

  • A trepidação do tatuzão do Metrô abalou e danificou a estrutura do túnel da Sabesp, o rompendo.

Aos poucos, os trabalhos dentro dos túneis do Metrô estão sendo retomados.

Um tatuzão, parece uma indústria em movimento, já que conta com refeitório para funcionários, ambulatório médico e área de descanso, e tem o tamanho de seis carretas.

As obras da Linha 6-Laranja do Metrô são realizadas por uma Parceria Público-Privada (PPP) firmada entre o governo de São Paulo e a empresa espanhola Acciona, por meio da Concessionária Linha Universidade (Linha Uni), que ganhou licitação em 2019 para dar continuidade às obras previamente interrompidas.

A Acciona, líder do consórcio que constrói a linha, disse que não houve prejuízo causado aos cofres públicos pelo acidente e que também investiga o que provocou o acidente.

Um técnico da companhia disse à reportagem da TV Globo que a previsão é a de entregar o túnel de esgoto da Sabesp até outubro. Já a reativação do tatuzão ainda não tem data para ocorrer.

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