Credit Suisse prevê recessão no Brasil em 2022

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RIO - O Credit Suisse revisou as expectativas de crescimento econômico do país e passou a prever recessão econômica em 2022. A projeção para a atividade econômica passou de alta de 0,6% para queda de 0,5% no ano que vem.

Para 2021, o banco revisou a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) de 5% para 4,8%.

A revisão foi anunciada nesta sexta-feira após a divulgação do resultado do setor de serviços no mês de setembro, que registrou queda de 0,6%, surpreendendo a projeção de analistas, que esperavam alta de 0,6.

O resultado dos serviços se soma ao desempenho negativo do comércio e da indústria no mês de setembro, que registraram quedas de 1,3% e 0,4%, respectivamente. Ainda nesta semana, o IBGE divulgou a inflação de outubro, que já chega a 10,67% em 12 meses - mesmo patamar de 2015, quando o país enfrentava recessão.

"O resultado de hoje reforça o cenário de piora da atividade econômica que tem sido visto nos últimos meses", escreveram em relatório Solange Srour, economista-chefe do banco no Brasil, e Lucas Vilela, economista.

Inflação acima do teto em 2022

O Credit Suisse enfatizou que a dinâmica fraca da atividade econômica se deve a uma combinação de ventos contrários de curto prazo, entre eles, a escassez global de insumos. Mas há fatores mais persistentes no cenário, como a inflação.

Os economistas preveem inflação em 6,0% no ano que vem, acima do teto da meta de inflação estabelecida pelo Banco Central de 5,0%.

"O alto nível atual de inflação provavelmente permanecerá elevado devido à alta inércia no país; é improvável que o aperto recente das condições financeiras recue fortemente, dado que a taxa de política monetária provavelmente aumentará muito mais e o quadro fiscal foi recentemente enfraquecido; incerteza em relação ao cenário político provavelmente permanecerá alta até que as eleições presidenciais terminem no próximo ano; e as perspectivas para os mercados emergentes tornaram-se mais desafiadoras com taxas de política monetária mais apertadas nos países desenvolvidos", listaram os economistas, em relatório.

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