Cresce lista de eventos cancelados em Hong Kong por protestos em massa

Por Jerome TAYLOR
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Manifestantes pró-democracia protestam em um shopping no distrito de Yuen Long, em Hong Kong, em 12 de setembro de 2019

O torneio internacional feminino de tênis de Hong Kong aumentou, nesta sexta-feira (13), a lista de eventos esportivos e culturais antecipados, ou anulados, por causa da onda de manifestações na ex-colônia britânica.

Os organizadores do Open WTA de Hong Kong, previsto para acontecer no início de outubro, anunciaram seu adiamento por tempo indeterminado, aludindo à "situação atual" no território.

Hong Kong atravessa a pior crise política desde sua devolução para a China em 1997, com manifestações quase diárias. Em alguns casos, os protestos levaram a violentos confrontos entre radicais e as forças de segurança.

"Depois de muita conversa com nossos associados, concluímos que uma celebração tranquila do torneio será possível em uma data posterior", afirmou a Federação de Hong Kong (HKTA) em um comunicado.

- Bem-estar em Singapura -

Um dos eventos esportivos mais prestigiosos da cidade, o Aberto de Tênis da WTA em Hong Kong contou, em edições passadas, com a participação de várias das principais jogadoras do circuito, como Venus Williams, Angelique Kerber e Caroline Wozniacki. Esta última foi campeã em 2016.

Tradicionalmente, este torneio é disputado no Victoria Park, um dos principais pontos de concentração das multitudinárias manifestações.

Os protestos começaram em junho, em rejeição a um projeto de lei de Hong Kong, autorizando extradições para a China.

Embora o texto tenha sido suspenso em definitivo, os promotores dos protestos ampliaram sua pauta de reivindicações, para pedir reformas democráticas e denunciar o retrocesso das liberdades na ex-colônia britânica, assim como a crescente ingerência de Pequim nos assuntos internos da região semiautônoma.

Os protestos começam a ter efeito na economia da cidade, já afetada pela guerra comercial entre China e Estados Unidos, e resvalam na reputação de estabilidade de Hong Kong.

Cada vez mais artistas anulam, ou adiam, suas apresentações na cidade. Foi o caso do cantor sul-coreano Kang Daniel, do grupo GOT7 e do sul-africano Trevor Noah, um dos comediantes e apresentadores mais conhecidos dos Estados Unidos.

O Global Wellness Summit (GWS), um salão para profissionais da economia do bem-estar, será organizado em Singapura.

- "Garantir a segurança" -

Na quinta-feira, os produtores do musical Matilda, uma adaptação do livro infantil de Roald Dahl, anunciaram seu cancelamento, a uma semana do início do espetáculo.

O teatro onde seria realizada a peça fica perto da sede da polícia, que tem seus arredores tomados por confrontos entre policiais e manifestantes radicais.

"Infelizmente, estas 14 semanas de instabilidade em Hong Kong despencaram a venda de ingressos e, o que é mais importante, não podemos garantir a segurança e a tranquilidade da nossa companhia internacional, formada, em grande parte, por crianças", declarou James Cundall, diretor da Lunchbox Theatrical Productions, produtora do espetáculo.

Estes cancelamentos afundam ainda mais o setor turístico da cidade, já abalado pelos protestos.

Em agosto, Hong Kong registrou uma queda de 40% no número de turistas, em relação ao mesmo período em 2018, disse o secretário local das Finanças, Paul Chan.

A taxa de ocupação dos hotéis caiu pela metade, o que teve grande impacto nos pequenos estabelecimentos comerciais e no setor de alimentos.

A companhia aérea Cathay Pacific informou, na quarta-feira, uma diminuição de 11,3% em um ano de seu fluxo de passageiros em agosto. Este mês foi marcado por manifestações no aeroporto, que causaram o cancelamento de centenas voos.

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    Veja os números da Mega de R$ 190 milhões

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Caixa Econômica Federal sorteou neste sábado (22), o concurso 2.236 da Mega-Sena e vai pagar R$ 190 milhões ao ganhador. Os números sorteados foram: 07 - 20 - 38- 43 - 45 - 53 Em 2020, ainda ninguém acertou as seis dezenas em concurso regular da Mega. Com exceção da Mega da Virada, a última vez que a loteria teve um ganhador foi em 19 de dezembro, no concurso 2.218. Um apostador levou sozinho R$ 40 milhões. Aposta A aposta simples custa R$ 4,50 e pode ser feita nas casas lotéricas até as 19h do dia do sorteio. Ela também pode ser realizada pelo site da Caixa Econômica Federal (www.loteriasonline.caixa.gov.br), com aposta mínima de R$ 30 para quem não é correntista do banco. A probabilidade de acerto das seis dezenas é um a cada 50 milhões. Já estão abertas as apostas para a Mega da Virada, que poderá pagar R$ 300 milhões. As apostas também podem ser feitas nas lotéricas. O valor é o mesmo de uma aposta simples.

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    Com nova Tabata, PDT quer utilizar eleição para se redimir com esquerda

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A diferença vai muito além da letra "h", dizem os dirigentes do PDT (Partido Democrático Trabalhista) sobre a quase homônima da deputada federal Tabata Amaral (PDT-SP) que será lançada candidata à Câmara Municipal de São Paulo neste ano. A aspirante a vereadora Thabata Ganga, 26, honrará a ideologia da legenda e assumirá a defesa dos trabalhadores, segundo a cúpula da sigla -a mesma que acusou a parlamentar federal de fazer o oposto disso quando votou a favor da reforma da Previdência. A "Tabata do bem", como a novata em disputas eleitorais foi apelidada nos bastidores, simboliza uma demanda do PDT para o pleito de outubro: a de apresentar jovens comprometidos com a história do partido, cujas referências maiores são Getúlio Vargas e Leonel Brizola. O plano é que 30% dos 83 postulantes a vereador na capital paulista tenham abaixo de 35 anos, formando a bancada da "juventude trabalhista". Nas ruas e redes, eles deverão contar com o reforço do ex-presidenciável Ciro Gomes. No grupo de pré-candidatos estão também o presidente da Juventude Socialista (o núcleo de jovens do partido), Gabriel Cassiano, 23 -que atuou para filiar Amaral em 2018-, e Leticia Gabriella, 24 -que participou ativamente da campanha da hoje deputada, como assessora de comunicação. Pupilo de Ciro, Cassiano agora se coloca como um "anti-Tabata", no que diz respeito a alinhamento com a pauta trabalhista. Leticia é do bloco dos que se decepcionaram com a parlamentar que, aos 24 anos, foi a sexta mais votada do estado. Ela recebeu 264.450 votos (quase metade disso na capital). Mesmo rompida com a sigla e em litígio judicial para tentar se desfiliar sem perder o mandato, a deputada deve pautar indiretamente a campanha municipal do partido. Tida como símbolo de renovação da legenda, e rapidamente cotada para disputar a Prefeitura de São Paulo, Amaral caiu em descrédito para parte da esquerda ao se mostrar favorável à reforma previdenciária, no ano passado. A chapa de candidatos a vereador passou então a ser tratada pelos pedetistas como uma oportunidade de reconciliação com a parcela do eleitorado frustrada pelo apoio da parlamentar à bandeira do governo Jair Bolsonaro (sem partido). O PDT não tem nenhum representante na atual legislatura da Câmara Municipal. "Não gosto disso de 'do bem' ou 'do mal'. Prefiro dizer que sou a 'Tabata diferente'", diz Ganga, ela própria uma eleitora arrependida de Amaral. A pré-candidata, no entanto, tem lá suas semelhanças com a original: além de ser mulher e jovem, atua na educação e usará esse tema e a ciência como motes de campanha. Ex-militante do PSTU (Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado) e engajada em causas estudantis, a engenheira biomédica se aproximou do PDT em 2018. Já no início, a coincidência do nome chamou a atenção e suscitou a ideia de encarar as urnas. Finalmente convencida, ela se filiou no início deste ano. Uma ala chegou a defender que Ganga mudasse o nome para concorrer ou usasse só o sobrenome. "Mas o Ciro me disse para não ter vergonha do meu nome e mostrar que não sou igual a ela", conta. "Sou trabalhista e sou de esquerda." Segundo Cassiano, "o PDT entendeu que é hora de buscar [candidatos] dentro, e não fora". No partido desde 2017, o aluno de economia da PUC-SP é aposta dos pedetistas e tem reivindicado para si o papel de antagonista de Amaral. Sua fala faz menção aos caminhos que a outrora correligionária percorreu para chegar à sigla. Fundadora do movimento Acredito, pró-renovação política, e aluna do RenovaBR, iniciativa privada para formação de candidatos, ela se filiou no limite do prazo da Justiça Eleitoral, em abril de 2018. Cassiano, que se candidatou a deputado estadual em 2018 e teve 10.338 votos, também foi apadrinhado pelo RenovaBR. O programa se declara neutro, e o universitário diz que a participação não mudou seu pensamento. O PDT passou a impedir integrantes de entrar em iniciativas do tipo. Leticia, que trabalhou na campanha de Amaral, se afastou dela. "Ela foi considerada traidora, mas não houve um incentivo dos líderes do partido para fomentar ataques. Foi algo da militância", afirma. Negra e moradora da periferia, a estudante de direito e ativista da Educafro (ONG de educação de negros) se filiou à sigla em 2019. "Ela [Amaral] errou na Previdência. Foi uma medida que atingiu toda a classe trabalhadora", critica. Presidente nacional do PDT, Carlos Lupi diz que a sigla teve "uma belíssima experiência" com Tabata, "que começou muito bem". "Mas ela mudou a rota no meio do caminho, votou contra a própria origem." Lupi afirma que haverá esforço para se certificar de que os novos candidatos estejam afinados com a legenda, embora o controle total seja impossível. "É muito difícil [prever desvios]. Se existisse antídoto contra traição, nenhum casal se separaria no mundo." Procurada pela reportagem, Amaral não quis comentar as articulações eleitorais do PDT. Ela sempre falou que o partido foi sua escolha, sobretudo, pela preocupação com educação. O processo que move no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) contra a legenda terá a primeira audiência em 5 de março. Na ação, ela alega perseguição; o PDT a acusa de infidelidade partidária, por desobedecer ao fechamento de questão contra a reforma. Na eleição municipal em São Paulo, a deputada apoiará candidatas egressas do Vamos Juntas, movimento que criou para estimular a presença feminina na política.

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    Reforma administrativa pretende revisar salários e número de carreiras

    Prevista para ser enviada ao Congresso Nacional nesta semana, segundo o presidente Jair Bolsonaro, a reforma administrativa pretende mudar os direitos dos futuros servidores federais. As propostas ainda não foram detalhadas, mas os pontos adiantados pelo governo nos últimos meses incluem a revisão dos salários iniciais, a redução no número de carreiras e o aumento no prazo para o servidor atingir a estabilidade.Segundo Bolsonaro, as mudanças não afetarão os servidores atuais. Apenas quem tomar posse depois da promulgação da reforma seria atingido. Uma das alterações mais importantes diz respeito à estabilidade dos futuros funcionários.Inicialmente, o governo pretendia esticar, de três para dez anos, o prazo para o empregado público conquistar a estabilidade. Há duas semanas, no entanto, o ministro da Economia, Paulo Guedes, informou que a versão mais recente do texto deve definir um tempo variável, de cinco a oito anos, de acordo com cada carreira.A estabilidade seria conquistada mediante uma avaliação de desempenho. Quem não cumprir os requisitos mínimos não ficaria no cargo antes do prazo mínimo. O governo ainda não explicou se o servidor público terá direito ao Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) enquanto não atingir a estabilidade. Atualmente, os servidores públicos não recebem o fundo em hipótese alguma. PirâmideEm novembro, ao explicar a proposta do pacto federativo, o ministro da Economia, Paulo Guedes, tinha dito que o governo pretende diminuir o número de carreiras de mais de 300 para 20 a 30. Os salários para quem ingressar na carreira pública passarão a ser menores.No mês passado, ao explicar o resultado das contas do Governo Central em 2019, o secretário do Tesouro Nacional, Mansueto Almeida, disse que a reforma mudará a forma de progressão no serviço público. Em vez do sistema atual, com salários iniciais altos e em que quase todos alcançam o topo da carreira, a progressão passaria a ser em forma de pirâmide, na qual apenas os servidores com melhor desempenho atingiram os níveis mais altos. Segundo ele, o governo quer aproximar os salários iniciais e a evolução na carreira pública ao que ocorre no setor privado. Etapas da reforma administrativaEm café da manhã com jornalistas no mês passado, o secretário especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital do Ministério da Economia, Paulo Uebel, disse que o governo pretende implementar a reforma administrativa em fases. De acordo com ele, a intenção do governo é que o conjunto de mudanças seja implementado até 2022.De acordo com o secretário adjunto de Desburocratização, Gleisson Rubin, o conjunto de medidas inclui, além da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma administrativa, projetos de lei complementar, de lei ordinária e de decretos. Estes, no entanto, só podem ser apresentados após a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) pelo Congresso. PEC emergencialEmbora estejam fora da reforma administrativa, pontos da PEC que reforma o pacto federativo e da PEC emergencial, que prevê gatilhos de cortes de gastos em momentos de crise fiscal, preveem alterações profundas na estrutura do serviço público e na regra dos servidores. Pelas duas propostas, em caso de estado de emergência fiscal decretado, haveria limitações em pagamentos aos servidores, concessão de reajustes, progressões automáticas, reestruturação de carreiras, novos concursos e em verbas indenizatórias.A medida mais polêmica, no entanto, seria a redução da jornada de servidores públicos em até 25%, com ajuste correspondente na remuneração. A diminuição vigorará pelo tempo necessário tanto no governo federal como nas prefeituras e nos governos estaduais que decretassem a emergência fiscal.Em discurso há duas semanas, Guedes disse que o mecanismo de emergência fiscal é mais rápido para ajustar as contas públicas do que a reforma administrativa para os futuros servidores, que teria impacto sobre as despesas federais no médio e no longo prazo.*Colaboraram Pedro Rafael Vilela e Luciano Nascimento

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    Fundação concede subsídio a mulheres jornalistas para estudar no MIT

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Fundação Internacional das Mulheres na Comunicação Social (IWMF) está com inscrições abertas para a bolsa Elizabeth Neuffer destinada a jornalistas que cobrem direitos humanos e justiça social. O fundo homenageia a jornalista que venceu, em 1998, o prêmio Coragem em Jornalismo da IWMF e morreu no Iraque em maio de 2003, quando era correspondente do Boston Globe. As bolsistas passarão um semestre no centro de estudos internacionais do MIT e na Redação do Boston Globe. Durante seu período em Cambridge, é possível participar de aulas, seminários e eventos e realizar pesquisas em outras universidades locais, incluindo Harvard. Após esse semestre, as jornalistas passam dois meses na Redação do New York Times. Jornalistas do mundo todo podem participar. Para se candidatar, é preciso ter pelo menos três anos de experiência, domínio da língua inglesa e trabalhar em algum veículo de mídia. As candidatas precisam enviar uma mini biografia, um currículo, uma carta de interesse e uma de objetivos para realizar durante a bolsa, dois exemplos de trabalhos que envolvam direitos humanos e justiça social e duas cartas de recomendação. Além de um subsídio mensal, a bolsa cobre passagem aérea, transporte e alojamento. As inscrições vão até 27 de fevereiro.

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    Frente a motim, governo Bolsonaro articula nova lei orgânica para as PMs

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governo Jair Bolsonaro articula com representantes de associações de policiais militares uma proposta de lei orgânica. A medida é uma das pautas prioritárias da classe há anos. Hoje, as reivindicações dos agentes de segurança estão no centro do debate político nacional. No Ceará, para onde o governo federal enviou as Forças Armadas e a Força Nacional de Segurança, há paralisação de PMs desde terça (18). Nas primeiras 48 horas de motim, 51 pessoas foram assassinadas -uma por hora. Na quarta-feira (19), PMs amotinados alvejaram o senador licenciado Cid Gomes (PDT) com dois disparos. Ele tentou invadir um quartel com uma retroescavadeira. Em ao menos outros oito estados, como Alagoas, Espírito Santo e Rio Grande do Sul, já há sinais de insatisfação nas tropas. Com o projeto de lei, o governo quer estabelecer padrões de conduta e unificar a estrutura das Polícias Militares em todo o Brasil. Hoje, elas são regulamentadas por um decreto de 1983. As normas em vigor definem a hierarquia das corporações, estabelecem a conduta das atribuições ostensiva e preventiva dos agentes e o código de ética, por exemplo. O decreto, porém, é sobreposto por regras estaduais. O resultado é que não há uniformidade na estrutura das polícias do país. Por isso, os PMs querem uma legislação de iniciativa do Executivo e usam como justificativa a necessidade de regulamentar parágrafo do artigo 144 da Constituição, segundo o qual uma lei definirá o "funcionamento dos órgãos de segurança pública". O debate sobre a proposta se estende desde o ano passado. PMs compõem importante base eleitoral de Bolsonaro desde o tempo em que o capitão reformado era deputado federal. A influência da categoria no governo preocupa em razão do discurso de enfrentamento de Bolsonaro ao Congresso e ao Judiciário. O receio é que o apoio do presidente inflame os ânimos e provoque uma escalada da violência no atual cenário. Enquanto isso, policiais tentam emplacar pautas corporativistas no Congresso com apoio do Executivo. Além da lei orgânica, Bolsonaro quer ampliar o escopo das causas excludentes de ilicitude, o que ampliaria as situações em que agentes que matassem em serviço estariam isentos de punição. A proposta enfrenta resistência. Sobre as novas normas para as PMs, as discussões se dão no âmbito do Ministério da Justiça e Segurança Pública, de Sergio Moro. O comandante-geral da PM de Santa Catarina, coronel Carlos Alberto de Araújo Gomes, tem participado de reuniões com a Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). Segundo líderes dos policiais, a ideia é enviar um substitutivo a um projeto de lei que tramita hoje na Câmara. A proposta, de 2001, é considerada obsoleta pelos PMs. A meta é encaminhar o novo projeto até abril. "A lei orgânica estabelecerá padrões nacionais, propiciando que as Polícias Militares, sem perder sua natureza estadual, se alinhem mais fortemente a um conjunto de doutrina, princípios, conceitos e características mínimas nacionalmente", diz Araújo. À frente da empreitada dos PMs, o coronel ainda preside o Conselho Nacional de Comandantes-Gerais. Para defender sua causa, Araújo cita como exemplos de comparação a Lei Orgânica da Magistratura e a do Ministério Publico. Com a sua lei orgânica, policiais dizem acreditar que terão mais autonomia diante dos governadores. As discrepâncias justificariam os pleitos. Em 13 estados, exige-se diploma em direito para que um oficial (tenente) ingresse na corporação. Em seis, o pré-requisito é ter ensino superior. Em sete, basta ensino médio completo. O mesmo ocorre em relação à entrada de um praça (soldado), a patente mais baixa da hierarquia militar. Dez estados exigem o ensino superior para o ingresso. A tendência é uniformizar a necessidade de ensino superior como pré-requisito, com um período de transição. Isso pode impactar os soldos e as contas de estados. Outra proposta em estudo é criar a figura do general da PM, que teria duas estrelas, e valeria para comandantes e subcomandantes de tropas. Hoje, só há generais nas Forças Armadas. Eles acumulam até quatro estrelas. Uma outra medida que deverá ser incluída na proposta é a previsão de dar o chamado poder de polícia administrativa a todas as PMs. "Trata por exemplo da capacidade de avaliar, organizar e fiscalizar atividades no espaço público, por meio de licenças e multas, sem necessariamente criminalizar os infratores e suas condutas", diz Araújo Gomes. "[A proposta] Reduz a judicialização, a criminalização, o uso da força e fortalece a polícia comunitária e de proximidade", afirma o comandante da PM de Santa Catarina. Hoje, essa prerrogativa varia de estado para estado. As propostas, porém, não são unânimes entre os PMs, principalmente entre os praças. Presidente da Associação Nacional de Entidades Representativas de Policiais Militares e Bombeiros Militares, sargento Leonel Lucas é favorável à diminuição das patentes das polícias. Hoje, há quatro para praças -soldado, cabo, sargento e subtentente- e cinco para oficiais -tenente, capitão, major, tenente-coronel e coronel. Para ele, o ideal seria que houvesse apenas as figuras de soldado, sargento e capitão. Na Câmara, o projeto de lei vai ser discutido sob a liderança do deputado Capitão Augusto (PL-SP). O congressista disse que tem articulado a aprovação da matéria com o presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Maia criou, em dezembro, uma comissão especial para analisar o projeto de 2001, que será substituído. Oito partidos já indicaram membros para o colegiado. Capitão Augusto reivindica a relatoria da proposta. Já Lincoln Portela (PL-MG) deverá presidir a comissão. O capitão já conversou com Moro sobre o assunto. Segundo ele, o ministro colocou a Senasp à disposição. De antemão, Capitão Augusto defende estabelecer o ensino superior como pré-requisito para a entrada na PM. "O estado de São Paulo, a maior polícia do Brasil, não exige curso superior, nem para praças nem para oficiais", diz. "Nossa preocupação é com qualidade [dos PMs], e não com quantidade." Essa medida, porém, também não é consenso entre os policiais.

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