Crescimento econômico é muito volátil no mundo emergente, diz presidente do BC

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***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central,  Roberto Campos Neto, posa para foto na sala do COPOM na sede do Banco Central, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***FOTO DE ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 01.10.2020 - O presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, posa para foto na sala do COPOM na sede do Banco Central, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O presidente do BC (Banco Central), Roberto Campos Neto, afirmou, nesta segunda-feira (31), que o crescimento econômico é muito volátil no mundo emergente.

"Se o crescimento é maior que a dívida [pública], você pode se endividar mais com menor prêmio de risco, porque é sustentável. No mundo emergente não existe isso porque o crescimento é muito volátil", ponderou.

Em evento da Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos), o titular da autoridade monetária afirmou que o Brasil precisa atrair investimento privado com credibilidade.

"A credibilidade está muito ligada à sustentabilidade fiscal", afirmou.

Campos Neto disse que, sem reformas estruturais, o investidor permanece com percepção de que há pequenos ciclos de crescimento que são interrompidos com frequência em países emergentes.

Além disso, o presidente do BC pontuou que a alta da inflação global pode ser prejudicial aos países emergentes se for uma resposta do mercado à atuação dos bancos centrais.

"A dúvida agora é se esse processo inflacionário é temporário e vem acompanhado de crescimento, e justificado por ele, ou se é o mercado sinalizando que parte dos governos está atrás da curva. Ou seja, que já deveriam ter feito maiores ajustes [na Selic]. O primeiro caso é benigno ao mundo emergente, o segundo não", destacou.

O presidente do BC ressaltou ainda que a crise aumentará a diferença entre países desenvolvidos e emergentes em relação ao risco da dívida pública, que é menor em governos mais ricos.

"A recuperação [econômica] ainda não está solidificada porque a vacinação [nos emergentes] ainda não atingiu", disse.

Ele reiterou que espera maior recuperação da atividade brasileira no segundo semestre, com o avanço da vacinação contra a Covid-19.

Campos Neto também afirmou que os indicadores recentes têm mostrado resultados positivos, apesar do alto índice de desemprego, que deve permanecer ao longo do ano.

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