Criador da 'Dilma Bolada', publicitário administra redes sociais de Paes na Prefeitura do Rio

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Criador do perfil humorístico "Dilma Bolada" nas redes sociais, o publicitário Jeferson Monteiro trabalha desde janeiro como assessor do prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes (PSD). A sátira da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ganhou repercussão e relevância no Twitter durante a campanha presidencial de 2010. Em meio às investigações e delações premiadas da Operação Lava-Jato, Jeferson chegou a ser citado pelo casal de marqueteiros Mônica e João Santana.

O perfil satírico ganhou repercussão durante as eleições de 2010 e chegou a ser premiado como a melhor conta falsa de uma personalidade pelo "Shorty Awards", uma premiação internacional que seleciona os melhores perfis no Twitter.

Alinhado a políticos de esquerda, a página Dilma Bolada era conhecida por apoiar publicamente a então presidente e o governo petista. Em 2014, o perfil contava com mais de 1,4 milhões de seguidores.

Em 11 de maio de 2017, após o ministro do Supremo Tribunal Federal retirar o sigilo das delações de Mônica Moura, esposa do publicitário, João Santana, veio a público um citação ao criador do perfil. Jeferson foi citado por Mônica, que disse que ela e o marido, João Santana, pagaram R$ 200 mil ao criador do Dilma Bolada na campanha eleitoral de 2014. O dinheiro, segundo Mônica, teria sido pago a pedido do coordenador da campanha, Edinho Silva, sob o argumento de que o trabalho do ator era vantajoso para a imagem da então presidente.

A pedido do então procurador-geral da República Rodrigo Janot, o ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF, enviou os indícios para o Ministério Público Federal no Paraná. O caso não foi adiante.

Na época, em seu perfil pessoal no Facebook, Jeferson Monteiro ironizou a suspeita, ressaltando não ter sido a única vez em que foi acusado de receber dinheiro para defender o Partido dos Trabalhadores.

“Pelos meus cálculos, eu já teria que ter, no mínimo, R$ 1,7 milhão de reais na conta: R$ 500 mil segundo a 'Revista Época', R$ 1 milhão segundo Marcelo Odebrecht e agora mais R$ 200 mil segundo Mônica Moura. Alguém, por gentileza, me avisa onde que tenho que retirar a quantia porque estou com o aluguel atrasado e o telefone cortado. Obrigado!”, afirmou.

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