Criador de 'La casa de papel' lança nova série e prepara história sobre tráfico de mulheres

Álex Pina, o criador de “La casa de papel”, acaba de estrear seu novo projeto na Netflix: “White lines”. Na trama, uma inglesa de Manchester, 20 anos após o desaparecimento do irmão — um jovem e famoso DJ —, descobre que ele morreu em condições misteriosas na Espanha.

— Ela vai a Ibiza com perguntas sobre o que aconteceu e acaba encontrando respostas sobre sua própria vida — resume, destacando também semelhanças com seu primeiro sucesso mundial: — ‘La casa de papel’ se aproxima mais dos quadrinhos, enquanto ‘White lines’ é um thriller emocional. Mas há muitas coisas em comum: os personagens são extremos e há diálogos voltados para emoções”.

Proibido de revelar qualquer coisa a respeito da possível quinta temporada da série sobre o carismático bando de assaltantes, ainda não confirmada, o showrunner acalenta outros projetos. Antes do coronavírus chegar à Espanha, ele ainda preparava mais uma série nova, “Sky rojo”, trama que pretende abordar o tráfico de mulheres da América Latina para o continente europeu. Com a pandemia, as gravações tiveram que ser interrompidas abruptamente.

— Estávamos vendo a situação na Itália, mas sempre temos a sensação de que não vai chegar ao seu país, e em três dias o vírus chega e muda a sua vida toda — reflete o roteirista. — Tínhamos dois caminhões prontos para gravar uma cena e, no dia seguinte, eles tiveram que voltar para o estúdio.

(Colaborou Luiza Barros)

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O que mais ver na TV:

As desventuras amorosas de ‘Eu nunca...’

Essa é para quem gosta de uma boa série adolescente. A sinopse — uma nerd que se apaixona pelo garoto mais bonito e popular da escola —, você pode até já ter lido antes. Mas “Eu nunca...”, da Netflix, acerta ao colocar a protagonista Devi (Maitreyi Ramakrishnan, foto) repleta de defeitos e inseguranças típicas dos alunos de ensino médio. E os hormônios dela estão à flor da pele. Do tipo que pensa 24 horas por dia em sexo, mas assume que não sabe como fazer. O que causa situações divertidas. O bom é que a jovem faz terapia. Logo no primeiro episódio já descobrimos que o pai de Devi morreu e a garota ficou um ano sem conseguir andar por um problema psicológico. Mas ela tem muitas outras questões com as quais lidar no consultório. Pelo menos, acaba realmente dando ouvidos (ou tendo próprias interpretações controversas) aos conselhos da sua terapeuta sincerona (e igualmente engraçada), Ryan (Niecy Nash). A série ganha pontos também pela representatividade. A família central é de imigrantes indianos, ou seja, não vai te dar a sensação de ver os mesmos rostos de sempre na TV. Tem ainda a trama em que Fabiola (Lee Rodriguez), amiga da protagonista, passa a questionar a própria sexualidade. Todo esse processo de medo e autoconhecimento é retratado de forma bem natural.

Família cheia de segredos em ‘Little fires everywhere’

Reese Witherspoon (foto) é Elena, mulher que vive uma aparente vida perfeita com o marido. As coisas mudam com a chegada de Mia (Kerry Washington). Se no início nasce uma amizade entre elas, a relação desmorona com uma batalha judicial por uma criança. Sexta, dia 22, na Amazon Prime.

 

‘Alta sociedade baixa’, série no instagram

Em meio à pandemia, uma socialite resolve fazer uma festa com um seleto número de convidados. Mas nem tudo sai como o esperado. Com 12 episódios, a comédia, gravada remotamente, conta com Adriane Galisteu (foto), Glamour Garcia e muito mais. Sextas, no @altasociedadebaixa.