Criador de 'Peaky Blinders' defende as cenas violentas da série

Daniel Welsh

Steven Knight, o criador de Peaky Blinders, defendeu o conteúdo violento da série depois de uma atriz do elenco ter sugerido que algumas cenas da quinta temporada beiram a violência gratuita.

Em entrevista à revista especializada britânica Radio Times, Knight insistiu que a violência faz parte do contexto quando ele escreve sobre a gangue Peaky Blinders, mas que ele ele também procura mostrar “as consequências dessa violência”.

“O tema da série são bandidos, então é inevitável que sejam mostradas cenas de violência”, ele explicou.

“Mas sempre procuro mostrar as consequências dessa violência. Não mostro os personagens simplesmente se levantando de novo, prontos para outra.”

“O tema da série são bandidos, então é inevitável que sejam mostradas cenas de violência”, diz Steven Knight.

Knight fez seus comentários depois de a atriz Helen McCrory, que representa a personagem Polly Gray no drama da BBC, ter admitido que há partes da temporada mais recente, que estreou em agosto, que ela teve dificuldade em assistir.

Questionada sobre a quinta temporada, Helen McCrory disse recentemente: “Ela é realmente violenta e horrível. Você faria bem em afastar os olhos”.

E prosseguiu: “eu mesma olho para o lado. Eu, Helen, não consigo assistir. Acho que é uma violência repulsiva, gratuita. Não, não é gratuita, mas é asquerosamente violenta”.

“É assim. E acho que tem que ser assim. Acho isso muito mais perturbador do que alguém simplesmente cortar a cara de uma pessoa ou dar um tiro numa pessoa e ficar nisso mesmo.”

A quinta temporada de Peaky Blinders estreia por aqui no dia 4 de outubro, na Netflix.

No Reino Unido, a quinta temporada da série estreou em 25 de agosto, já no Brasil, entra no catálogo da Netflix no dia 4 de outubro.

Foi divulgado recentemente que a série vai mostrar a ascensão do fascismo no mundo ocidental no início da década de 1930. Sam Claflin vai entrar para o elenco para representar sir Oswald Mosley.

 *Este texto foi originalmente publicado no HuffPost US e traduzido do inglês.

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