Crianças de 5 a 11 anos só poderão se vacinar com autorização de médico, defende Queiroga

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Brazilian Health Minister Marcelo Queiroga (L) speaks next to Ze Gotinha, the mascot of the vaccination campaign against Covid-19 within the 'Paqueta Vaccinated' project, at Paqueta island in Rio de Janeiro, Brazil on June 20, 2021. - Rio de Janeiro Municipal Health Department, with the support of the Oswaldo Cruz Foundation (Fiocruz), is carrying out the project in the island to evaluate the effects of immunization on a large scale. (Photo by Andre Borges / AFP) (Photo by ANDRE BORGES/AFP via Getty Images)
Sem vacinas adequadas no Brasil, Marcelo Queiroga afirmou que país pode começar a imunizar crianças em prazo curto de tempo (Foto: ANDRE BORGES/AFP via Getty Images)
  • Marcelo Queiroga condicionou vacinação de crianças à autorização médica

  • Para imunizar pessoas de 5 a 11 anos também será necessário documento assinado pelos pais

  • Ministério da Saúde abriu consulta pública sobre vacinação de crianças

Para vacinar crianças de 5 a 11 anos, o Ministério da Saúde vai cobrar prescrição médica, além de um termo de consentimento, assinado pelos pais. As exigências foram reveladas pelo ministro Marcelo Queiroga, na noite desta quinta-feira (23).

“Nós estamos aqui exercendo a nossa soberania, as prerrogativas do Ministério da Saúde, deixando as famílias tranquilas, os pais, as mães, para que eles possam livremente optar por vacina ou não seus filhos, após a orientação do médico e a assinatura do termo de consentimento livre esclarecido”, declarou o ministro da Saúde.

Sem estimar uma data, Queiroga garantiu que o Brasil tem condições de começar a imunização de crianças em um “prazo bastante curto”. O país ainda não tem as doses adequadas para pessoas de 5 a 11 anos, que corresponde a um terço da dose utilizada a partir dos 12 anos. Ao mesmo tempo, o Ministério da Saúde tem um contrato com a Pfizer para o fornecimento das doses.

Segundo o ministro da Saúde, as crianças com comorbidades terão prioridade na vacinação.

Também na quinta, passou a ficar disponível no site da pasta uma consulta pública, para que a sociedade opine sobre a imunização de crianças com a vacina da Pfizer – mesmo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), órgão responsável, já tenha autorizado a vacinação e atestado a segurança e a eficácia do imunizante.

A consulta pública ficará aberta até dia 2 de janeiro e, só depois deste prazo, o Ministério da Saúde pretende tomar uma decisão sobre a inclusão da vacina para crianças no Plano Nacional de Imunização.

Outros países, como Estados Unidos, Israel, Canadá, França e outros já estão vacinando crianças com a Pfizer. China e Chile usam a CoronaVac para imunizar menores.

“Patamar aceitável de mortes”

Na tarde de quinta-feira, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, declarou que as mortes de crianças pela covid-19 estão "dentro de patamar aceitável”, o que gerou revolta na população. Segundo o ministro, a faixa etária de 5 a 11 anos é a que tem menos óbitos em decorrência da doença e, por isso, não há necessidade de decidir sobre a vacinação de crianças com urgência.

“Os óbitos de crianças estão dentro de um patamar que não implica em decisões emergenciais. Ou seja, isso favorece que o ministério possa tomar uma decisão baseada na evidência científica de qualidade, na questão da segurança, na questão da eficácia”, declarou Marcelo Queiroga, mesmo que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária já tenha atestado a eficácia e segurança do imunizante para crianças.

Desde o início da pandemia até 6 de dezembro, 301 crianças morreram pela covid-19, média de 14,3 óbitos por mês, equivalente a uma morte a cada dois dias.

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