Criatividade em alta: carioca fabrica peça que separa motorista e passageiros

Jacqueline Costa

Ninguém duvida que o brasieliro é criativo. Em meio ao isolamento social para os que podem ficar em casa, não param de surgir invenções bem pensadas para lidar com a situação imposta pela pandemia. Depois de ver uma reportagem na TV que mostrava um motorista de aplicativo que utilizou filme plástico para improvisar uma divisória para separá-lo dos passageiros, o comerciante Fausto Ribeiro de Lima ficou dias pensando numa solução melhor para o problema.

Dono de uma pequena empresa de comunicação visual, a Desk Plotter, em São Cristóvão, Fausto conta que não parava de pensar em algo que pudesse produzir e vender durante a quarentena, já que teve que fechar as portas de sua loja no dia 19 de março. Ele acabou criando um protetor de policarbonato que pode ser usado em vários modelos de carro.

- Como as contas não param de chegar, a gente fica com a cabeça a mil. Fiquei tentando encontrar uma solução para pagar os nossos credores e fornecedores, além de oito funcionários. Como está todo mundo fazendo máscaras, pensei que deveria investir as energias em outra coisa e cheguei ao protetor.

Fausto explica que ficou observando as divisórias instaladas em estabelecimentos comerciais, como nos caixas de supermercados, e chegou ao protetor de carro, que custa R$ 135. As encomendas podem ser feitas pelo número 96437-5486.

- Pensei daqui e dali, e comecei a fazer testes com papelão e com sobras de adesivos. Na sexta-feira passada, ficou pronto o produto final. Do jeito que bolei, funciona na maioria dos carros.Também me preocupei com o material, porque não poderia ser algo que liberasse gases tóxicos ao aquecer com o carro estacionado no sol, por exemplo. O policarbonato não tem esse problema de exalar gases pelo que pesquisei. Além disso, há materiais plásticos que não podem ser cortados a laser - conta Fausto, que mora no Cachambi com a mulher e dois filhos.

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