Crime em Foz: bolsonarista que assassinou petista recebe alta de UTI

Bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho (Foto: Reprodução/Redes sociais)
Bolsonarista Jorge José da Rocha Guaranho (Foto: Reprodução/Redes sociais)

O agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho recebeu alta da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Ministro Costa Cavalcanti, em Foz do Iguaçu (PR). Ele, que é apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), está preso preventivamente e sob custódia policial por ter assassinado Marcelo Arruda, tesoureiro do PT (Partido dos Trabalhadores).

Segundo fontes da Polícia Civil do Paraná e divulgadas nesta terça-feira (19) pela CNN Brasil, Guaranho continua internado em um leito de enfermaria no hospital.

De acordo com apurações da emissora, Guaranho está consciente, não faz uso de medicamentos vasoativos e sedativos e respira de forma espontânea, sem aparelhos.

A Fundação de Saúde Itaiguapy, que administra o Hospital Ministro Costa Cavalcanti, informou em nota que “por norma institucional, em linha com as normas atuais da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), não fornece informações públicas de pacientes internados no hospital. Portanto, quaisquer informações em relação ao prontuário médico ou quadro clínico dos pacientes não podem ser fornecidas por questão de sigilo. Informações oficiais poderão ser repassadas diariamente para os órgãos competentes, assim que solicitado de forma oficial, segundo os meios legais”.

Já a defesa de Guaranho disse que “a pedido da família entendemos por bem não repassar nenhum tipo de informação acerca do estado clínico do Jorge. Isso serve para preservar a integridade física dele. Então nós entendemos por bem não repassar nenhum tipo de informação nesse sentido”.

Segundo o portal UOL, o Ministério Público do Paraná informou que irá oferecer denúncia à Justiça nesta quarta (20), e fará uma entrevista em Foz do Iguaçu para "esclarecer fatos relacionados à investigação".

O crime

Marcelo Arruda foi assassinado a tiros durante a sua festa de aniversário. Guaranho invadiu o evento do militante petista e abriu fogo. A vigilante Daniele Lima dos Santos afirmou ter escutado Guaranho gritar “aqui é Bolsonaro” antes de matar o guarda municipal.

A Polícia Civil do Paraná, que solicitou sigilo do processo à Justiça, concluiu na sexta (15) o inquérito com o indiciamento de Guaranho, acusado de homicídio qualificado por motivo torpe e por causar perigo a outras pessoas. Durante entrevista coletiva, a delegada Camila Cecconello declarou que não houve motivação política para o crime.

Um dos advogados da família de Marcelo Arruda afirma que a polícia ignorou o depoimento da vigilante, e que a conclusão das investigações só levam em conta o depoimento da esposa de Guaranho. Para a família, o depoimento de Daniele Lima dos Santos demonstra que houve premeditação e motivação política para o crime.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos