Crimeia denuncia ataque com drones

As autoridades da península estratégica da Crimeia, anexada pela Rússia em 2014 e que Kiev prometeu reconquistar, denunciaram um ataque com drones esta terça-feira.

O governador instalado pelo Kremlin em Sebastopol, principal porto da Crimeia, indicou que o ataque, atribuído às forças ucranianas, visou uma central elétrica. Mikhail Razvozhayev afirmou que dois drones foram abatidos pelas "forças de defesa aérea" e que não há danos a registar, apelando ainda à calma entre a população.

As autoridades da Crimeia rejeitaram também relatos de evacuações em curso na península anexada. "Notícias falsas", segundo o dirigente da "República da Crimeia".

Sergey Aksyonov, líder da "República da Crimeia": "Deixem-se guiar apenas por fontes verificadas de informação. Acerca da mobilização e evacuação, confiem apenas na informaçãp vinda de mim, pessoalmente. Estou de serviço em permanência e a população da Crimeia não se deixará enganar. Vamos informar-vos a tempo e honestamente sobre a situação, mesmo sobre o mais difícil ou desagradável."

Nos territórios libertados pelas forças ucranianas em Kherson e Mikolaiv estão em curso operações de evacuação. Uma medida decidida por Kiev face aos receios que os cortes de abastecimento de água e energia para aquecimento devidos aos bombardeamentos russos tornem insustentável a situação face às condições invernais.

O presidente Volodymyr Zelenskyy anunciou a criação do que chamou de uma rede de 4000 "pontos de invencibilidade" para providenciar, 24 horas por dia, os serviços básicos às populações afetadas.