Polícia britânica segue buscando Madeleine McCann quase 10 anos depois

Londres, 26 abr (EFE).- A polícia britânica segue, quase dez anos depois, atrás de pistas que possam ajudar a encontrar Madeleine McCann, a menina britânica desaparecida em 3 de maio de 2007 no Algarve, em Portugal, informaram nesta quarta-feira as forças de ordem.

Segundo o comandante da Scotland Yard, Mark Rowley, continua tendo "importantes possibilidades de investigação" que são "de grande interesse" tanto para a equipe britânica como para a portuguesa.

Desde 2011, os investigadores analisaram mais de 40 mil documentos e inspecionaram cerca de 600 suspeitos, mas sem sucesso.

Além disso, Rowley confirmou aos meios locais que quatro pessoas consideradas suspeitas em 2013 foram descartadas.

Questionado sobre se atualmente estão mais perto de resolver o caso do que há seis anos, quando começaram as investigações no Reino Unido, o policial disse que "existe uma linha de investigação com a qual vale a pena continuar buscando".

"Poderia te dar uma resposta, mas até que não terminamos a investigação", adiantou.

O delegado assegurou que, junto com seus colegas portugueses, está sendo realizado um "trabalho" que não quer estragar por vazamentos à imprensa.

Assim, não quis facilitar mais informação sobre a natureza das investigações, já que revelar detalhes publicamente "não ajudaria".

Sobre a hipótese de um agressor sexual ser o responsável pelo desaparecimento da menina, Rowley sustentou que essa suposição tinha sido "uma das linhas fundamentais de investigação".

"A realidade é que hoje em dia em qualquer área urbana encontraremos muitos potenciais agressores", afirmou.

Além disso, o britânico reconheceu que ainda restam muitas incógnitas para encerrar o caso e que, por isso, "todas as hipóteses se mantêm abertas".

Em 3 de maio completarão dez anos do desaparecimento de Madeleine McCann do apartarmento alugado por seus pais em um complexo turístico em Praia da Luz, quando tinha quase quatro anos.

As autoridades portuguesas deram por encerrado o caso em 2008 perante a falta de provas, embora nos anos seguintes várias pessoas de diversos países entraram em contato com a polícia para comunicar supostamente novas informações sobre a menina.

Algumas dessas pistas foram seguidas por detetives privados contratados pelo casal McCann, que a princípio era suspeito.

Com novos suspeitos, Scotland Yard reabriu as investigações de forma oficial em julho de 2013. EFE