Crise da Americanas: lojistas elevam preços de produtos para não vender no marketplace

A Americanas fez o pedido de recuperação judicial em caráter de urgência nesta quinta-feira, o qual foi aceito pela 4ª Vara Empresarial do Rio. A dívida chega a cerca de R$ 43 bilhões. Com isso, a varejista tem 60 dias para apresentar um plano de recuperação e seu caixa fica blindado por um período de 180 dias da cobrança de credores. Enquanto isso, alguns produtos, em especial os eletrônicos, chegam a custar muito mais caro em seu marketplace.

É uma forma de evitar uma venda maior e ficar com recebíveis de cartões presos na companhia, conforme mostrou o Valor Econômico.

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A televisão de uma marca conhecida, por exemplo, que no site da fabricante custa em torno de R$ 12 mil à vista ou R$ 13 mil em 12 vezes, na Americanas não sai por menos de R$ 20 mil ou R$ 24 mil, nestas condições, respectivamente.

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Já um computador que no site da marca custa menos de R$ 9 mil ( à vista ou a prazo), na Americanas pode chegar a mais de R$ 36 mil se a escolha do consumidor for parcelar em doze vezes com juros.

Diante disso, alguns fornecedores decidiram suspender novas vendas até que sejam quitados débitos em aberto ou dívidas pendentes. De acordo com um grande fornecedor, alguns vendedores do marketplace cujos produtos são de necessidade imediata foram pagos recentemente, como alimentos e ovos de Páscoa. Já itens que não tem tanta circulação ficaram no final da lista de acertos.