Crise dos migrantes protagoniza mostra da AFP em Bruxelas

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Visitante vê exposição de fotos que mostra o trabalho dos fotógrafos da Agence France-Presse (AFP), em Buxelas, em 3 de maio de 2017

Uma exposição sobre a crise dos migrantes, na qual através dos olhos dos fotógrafos da AFP são narradas as dificuldades, mas também a esperança de uma vida melhor, abriu suas portas no Palácio de Belas Artes (Bozar) de Bruxelas.

"Fala-se do 'tema' dos migrantes, da 'problemática' dos migrantes, da 'crise' dos migrantes... mas muitas vezes se esquece das mulheres e dos homens por trás dos números", ressaltou durante a abertura na noite de quarta-feira a diretora de Informação da AFP, Michèle Léridon.

A exposição "Tornar visível o invisível", organizada em colaboração com a Organização Internacional da Francofonia (OIF), apresenta dezenas de imagens dramáticas, às vezes de extrema dureza, de milhares de pessoas a caminho do exílio.

"Mostramos os rostos. É um trabalho de muitos anos, graças à rede excepcional de fotógrafos da AFP", afirmou Léridon, que destacou que foi uma "escolha editorial acompanhar estas rotas, subir nos barcos, atravessar as cercas de arame farpado".

O objetivo da exposição, nas palavras do representante da OIF para a UE, Stéphane Lopez, é "devolver a dignidade a estes homens, mulheres e crianças". "É preciso olhá-los, ver o medo, o sofrimento, o frio, mas também a esperança de uma vida melhor".

Cerca de 1,4 milhão de migrantes e refugiados chegaram à Europa desde 2015, em sua maioria fugindo da guerra na Síria ou da pobreza na África, o que representou a pior crise migratória na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

Outros milhares perderam suas vidas tentando.

Nos últimos anos, os fotógrafos da AFP retrataram com suas câmeras suas histórias, seja a bordo de precárias embarcações no mar Mediterrâneo ou tentando ultrapassar as cercas na fronteira entre Síria e Turquia ou Jordânia.

Outras fotos mostram migrantes que chegaram à Grécia e prosseguiram seu trajeto extenuante através dos Bálcãs e Europa central, uma rota praticamente fechada atualmente.