Crise económica deixa Cairo às escuras

A cidade do Cairo, no Egito, tem estado às escuras para evitar a dependência energética e poupar os cofres do estado em plena crise económica.

O governo do Egito decidiu poupar na energia para que a moeda nacional não desvalorize e se evite um novo empréstimo do Fundo Monetário Internacional, que, de acordo com os especialistas, seria "inadmissível".

As pessoas contam que há cortes de energia frequentes. "Acontece quando as pessoas estão a estudar, a trabalhar e dura muito tempo. Por exemplo, a energia pode ser cortada às 19h e só voltar na manhã seguinte.", conta Mona Mousa.

O mesmo admite Sohair. "Há quedas de energia causadas pelos cabos. Deixamos de ter eletricidade durante uma hora.".

Mas a crise energética chega a muito países do mundo que estão dependentes de importações, como é o caso da Suíça. A energia gerada pelo país europeu é suficiente para o verão, mas, no inverno, o cenário muda de figura. Apesar de ser um dos países mais ricos do mundo, a Suíça está altamente dependente do gás russo e da energia nuclear francesa.

O mesmo acontece na Alemanha. A redução das exportações de gás da Rússia forçaram Berlim a pôr a funcionar as centrais de carvão de forma temporária. Mas contratar especialistas para a empresa não está a ser tarefa fácil, o que põe em causa os compromissos energéticos a curto prazo.