Crise hídrica: reservatórios se aproximam de volume mínimo

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Usina de Furnas, Minas Gerais
Usina de Furnas, uma das principais do Brasil. Governo anunciou, no fim de agosto, medidas para conter a pior crise hídrica dos últimos 91 anos
(Photo by Igor Do Vale/NurPhoto via Getty Images)
  • Reservatórios das regiões Sudeste e Centro Oeste já operam abaixo dos 20%

  • Usina de Furnas está com 16,38% da capacidade e Itumbiara com 10,29%

  • De acordo com ONS, Brasil deve enfrentar déficit de potência a partir de outubro

Os principais reservatórios brasileiros seguem se aproximando do nível mínimo para gerar energia. A usina de Furnas, uma das mais importantes do país, opera com 16,38% de sua capacidade. Em Itumbiara a situação é ainda mais preocupante; há somente 10,29% do volume disponível.

Para continuarem operando, as usinas devem ter pelo menos 10% de sua capacidade, havendo risco de suspensão repentina do fornecimento de energia abaixo desse percentual. De forma geral, nas regiões Sudeste e Centro Oeste, que concentram 70% de toda a água do país, o nível médio dos reservatórios é inferior a 20%. Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 7, pela ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico) e podem ser vistos na íntegra aqui.

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De acordo com um relatório divulgado pela entidade em agosto deste ano, é provável que o Brasil enfrente um déficit de potência no SIN (Sistema Interligado Nacional) a partir de outubro. Esse déficit não indica que o país sofrerá com um apagão, mas sim que as usinas não conseguirão atender às demandas do SIN em horário de pico.

Para reverter a situação, será necessário o aumento da oferta de energia em cerca de 5,5 GWmed de setembro a novembro para cobrir todo o consumo. A previsão é de que o déficit de potência seja de 3.824 MW em outubro e 3.746 em novembro.

Como uma medida para contornar a situação, o governo anunciou no final do mês passado a criação da bandeira “Escassez Hídrica”, que adiciona R$ 14,20 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Há também um programa de bônus que visa incentivar residências e pequenos comércios a reduzirem o consumo.

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