Crise na Americanas: veja o que acontece com as ações da empresa após o pedido de recuperação judicial

Diante do pedido de recuperação judicial da Americanas, protocolado no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro nesta quinta-feira, a ação da varejista deve deixar de fazer parte do índice Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores, a B3.

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Crise da Americanas: Entenda o que é uma recuperação judicial

De acordo com a metodologia da B3, companhias em recuperação judicial não são elegíveis para fazer parte de nenhum índice. Como destaca a XP, em relatório, geralmente a exclusão é feita no dia seguinte do anúncio.

A XP destaca que a Americanas faz parte de 14 índices da B3, já incluindo o Ibovespa. As ações devem continuar a ser negociadas.

Por volta de 13h40, os papéis ordinários da Americanas (AMER3, com direito a voto) tinham queda de 24,14%, a R$ 1,32, já tendo passado por diversos leilões ao longo do dia. Antes da crise começar, eles valiam R$ 12.

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Blindar o caixa

O objetivo da recuperação judicial é assegurar a continuidade da empresa e evitar que ela quebre. Ao recorrer à Justiça, a companhia consegue blindar seu caixa da cobrança dos credores por um período de 180 dias (que podem ser prorrogados pelo juiz da recuperação).

Nesta etapa, a empresa deve iniciar negociação com os credores para formular um plano de recuperação, que precisa ser aprovado em assembleia pelos credores.

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Desde que foi deflagrada a crise da Americanas, com o anúncio de inconsistências contábeis, analistas já destacam que a companhia precisará se desfazer de ativos para levantar caixa, mesmo que o montante não seja suficiente para amenizar o rombo em seu caixa.

Entre os ativos, eles citam o Hortifruti e Natural da Terra ou da sua fatia na joint-venture em rede de lojas de conveniência com a VEM, da Vibra (antiga BR Distribuidora).