Crise política na Alemanha deixa fora da disputa a sucessora designada de Merkel

Annegret Kramp-Karrenbauer, em Berlim em 7 de fevereiro de 2020

A sucessora designada de Angela Merkel na Alemanha, Annegret Kramp-Karrenbauer, desistiu da candidatura ao cargo de chanceler e vai abandonar a presidência da União Democrata Cristã (CDU), após a grave crise provocada pela aliança de seu partido com a extrema-direita na região da Turíngia.

Kramp-Karrenbauer comunicou à direção do partido, reunida nesta segunda-feira, que "não tem o objetivo de ser candidata ao posto de chanceler alemã". Ela justificou sua decisão ao citar a tentação de um setor do partido de aliar-se ao movimento de extrema direita Alternativa para a Alemanha (AfD).

Annegret Kramp-Karrenbauer explicou que "uma parte da CDU tem uma relação pouco clara com a AfD", mas também com o partido de esquerda radical Die Linke (A Esquerda).

Ela disse que rejeita qualquer aliança com as duas formações, informou à AFP uma fonte do partido.

A presidente da CDU, conhecida pelas iniciais AKK, acrescentou que "não tem o objetivo de ser candidata à chancelaria alemã", completou a fonte

Como ela considera que a candidatura ao cargo de chanceler implica a presidência do partido, AKK anunciou que nos próximos meses vai renunciar ao comando da CDU.

"AKK vai organizar no verão (hemisfério norte, inverno no Brasil) o processo de seleção da candidatura à chancelaria para suceder Angela Merkel no mais tardar no fim de 2021, indicou a fonte.

"Vai seguir preparando o partido para enfrentar o futuro e depois abandonará a presidência", acrescentou.

Kramp-Karrenbauer, no entanto, vai seguir à frente do ministério da Defesa

AKK foi eleita presidente da CDU em dezembro de 2018 em substituição a Merkel, que decidiu renunciar ao comando do partido por sua crescente impopularidade após uma série de derrotas eleitorais e o avanço da extrema-direita nas urnas.

- Tabu quebrado -

Ela, no entanto, não conseguiu impor sua autoridade em nenhum momento e foi muito criticada pela surpreendente aliança entre a CDU e a AfD para a eleição de um político liberal à presidência da região da Turíngia, impedindo desta forma a reeleição do presidente de esquerda.

AKK é criticada pela incapacidade de impor uma linha ao partido, dividido entre adversários e partidários de uma cooperação com a AfD, sobretudo nos estados do leste, que pertenciam à Alemanha Oriental, e onde a extrema-direita é muito forte e complica a formação de maiorias regionais.

O escândalo de Turíngia quebrou um tabu na história política alemã do pós-guerra: a rejeição a qualquer tipo de colaboração com a extrema-direita pelos partidos tradicionais.

A decisão de AKK significa uma nova distribuição de cartas no jogo pela sucessão de Merkel, no poder desde 2005, e deixa o campo aberto para o grande rival de ambas, Friedrich Merz.

Defensor de um movimento à direita para recuperar parte dos eleitores que migraram para a AfD, Merz perdeu por pequena margem a eleição para a presidência do partido em dezembro de 2018.

Este político de 64 anos acaba de renunciar a um controverso emprego em um fundo de investimentos e afirma estar disponível para dedicar-se à CDU.

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  • Senador Cid Gomes é baleado ao tentar invadir quartel no Ceará
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    Senador Cid Gomes é baleado ao tentar invadir quartel no Ceará

    FORTALEZA, CE, E BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O senador Cid Gomes (PDT-CE) foi baleado na tarde desta quarta-feira (19), em Sobral (270 km de Fortaleza), ao tentar invadir um quartel tomado por policiais militares, que protestam por reajuste salarial. Ainda não há informação sobre seu estado de saúde. Segundo o ex-governador do Ceará e ex-candidato a presidente Ciro Gomes (PDT), irmão de Cid, ele levou dois tiros, mas não corre risco de morte. Cid, que está licenciado do Senado, dirigia uma retroescavadeira e tentou avançar sobre o portão do batalhão da cidade, tomado por policiais militares. O trator foi alvejado e teve os vidros estilhaçados. O senador foi retirado por pessoas que o acompanhavam, consciente e andando, e levado ao hospital do Coração de Sobral. A assessoria de Cid informou que o senador passava por estabilização e que ele será transferido para a Santa Casa de Misericórdia de Sobral. Nas redes sociais, Ciro Gomes disse que as balas não atingiram órgãos vitais. "Meu irmão Cid Gomes foi vítima de dois tiros de arma de fogo por parte de policiais militares amotinados e mascarados em Sobral, nossa cidade. Até aqui as informações médicas são de que as balas não atingiram órgãos vitais apesar de terem mirado seu peito esquerdo", escreveu Ciro. "Novos exames estão sendo feitos, mas a palavra aos familiares e amigos é de que Cid não corre risco de morte. Espero serenamente, embora cheio de revolta, que as autoridades responsáveis apresentem prontamente os marginais que tentaram este homicídio bárbaro às penas da lei", afirmou. No início da tarde, Cid Gomes avisou por meio de rede social que chegaria em Sobral para tentar negociar o fim do motim dos policiais militares. Ele pediu que a população o acompanhasse até o batalhão. Desde a noite de terça-feira (18), PMs fazem motim contra a proposta de reestruturação salarial feita pelo governo do Estado. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), estava reunido com o governador da Bahia, Rui Costa (PT), quando soube que Cid Gomes havia sido baleado. Ele tentou, sem sucesso, ligar para o celular de Cid. Depois, entrou em contato com o ministro Sergio Moro (Justiça) e com o governador Camilo Santana (PT). "Acompanho com preocupação os desdobramentos do ocorrido com o senador Cid Gomes, na tarde desta quarta-feira (19), em Sobral, no Ceará. Entrei em contato o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e com o governador do Ceará, Camilo Santana, para obter informações e garantir a segurança do parlamentar", disse Alcolumbre em nota. Até o momento, três policiais foram presos e 261 são investigados por participarem do protesto, que foi proibido na segunda (17) pela Justiça. Em meio aos atos, dois batalhões foram atacados por homens encapuzados, que roubaram dez viaturas em uma das unidades e esvaziaram pneus dos carros em outra. Na segunda-feira (17), a Justiça havia determinado, a pedido do Ministério Público Estadual, que agentes de segurança poderiam sofrer sanções e até serem presos por promoverem movimentos grevistas ou manifestações no estado. Em um dos ataques, no batalhão no bairro do Papicu, cerca de dez viaturas foram levadas. Em outro, na Barra do Ceará, os carros tiveram os pneus esvaziados. O governo vai investigar as ações, mas o secretário da Segurança, André Costa, disse nesta quarta-feira que podem ser policiais e até esposas de policiais envolvidos nessas ações. Os protestos já chegam ao menos a sete cidades do interior do Ceará. Em Sobral, homens encapuzados, com o corpo para fora das janelas de viaturas da Polícia Militar, circularam p​elo centro da cidade nesta quarta ordenando que comerciantes fechassem as portas. Muitos só reabriram as lojas após a chegada de policiais civis e guardas municipais, que estão patrulhando algumas cidades do Ceará com a paralisação de parte da PM. Desde o início de 2020, o governo de Camilo Santana (PT) e associações dos policiais e bombeiros militares negociam uma reestruturação salarial. Nesta terça-feira a proposta final foi enviada para a Assembleia Legislativa, que vai discutir o projeto e votar, mas parte da categoria não ficou satisfeita com o que foi definido. A proposta de reestruturação salarial enviada prevê aumento de cerca de R$ 3.400 para cerca R$ 4.500 no salário dos soldados. O pagamento será feito em três parcelas (em março de cada ano) até 2022. Inicialmente o oferecido havia sido aumento para R$ 4.200, em quatro parcelas, mas foi revisto após as associações que representam a classe terem rejeitado a oferta. O governador disse que a proposta já está no limite do que o Estado pode oferecer. O deputado estadual Soldado Noelio (Pros), que participou da negociação com o governo, diz que o projeto não satisfaz a categoria por não apresentar um plano de carreira para os policiais e bombeiros militares. Segundo o governo, os policiais que participarem de protestos ou abandonarem o serviço serão excluídos da folha de pagamento. "Os comandos não irão tolerar atos de indisciplina e quebra de hierarquia", diz a nota do governo. Camilo disse que pediu ao governo federal ajuda para o patrulhamento das cidades cearenses durante os protestos e o motim de parte dos PMs. O contato foi feito, segundo ele, com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, e com o ministro-chefe da Secretaria de Governo, o general Luiz Eduardo Ramos. Em janeiro de 2019, durante ações de facções criminosas por todo o estado, o governo federal enviou agentes da Força Nacional para auxiliar no policiamento. ​O Ministério da Justiça divulgou nota em que informa que está acompanhando a situação no Ceará e "analisando as providências que podem ser tomadas". "Já foram enviadas equipes da Polícia Rodoviária Federal e Polícia Federal para Sobral para garantir a segurança do senador Cid Gomes", diz o comunicado. Cid Gomes é senador licenciado. Ele se afastou em dezembro para cuidar das eleições municipais no Ceará. Em seu lugar assumiu seu suplente Prisco Bezerra (PDT-CE). Sobral é a base eleitoral de Ciro Gomes, candidato a presidente derrotado em 2018 e que apoia o governador Camilo Santana. Cid foi governador do Estado em momento semelhante de crise com a PM, em 2012.

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  • Médicos dizem que tumores de Covas sumiram e biópsia determinará se câncer desapareceu
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    Médicos dizem que tumores de Covas sumiram e biópsia determinará se câncer desapareceu

    SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Os médicos responsáveis pelo tratamento do prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), 39, afirmaram que ele teve reação excepcional à quimioterapia, e o tumor na região do estômago e a metástase no fígado desapareceram nos exames médicos. Diante dos resultados considerados animadores pela equipe, foi feita uma biópsia para analisar os linfonodos localizados ao lado do fígado e que também apresentavam lesões. A partir dos resultados dessa biópsia, que deverão sair no meio da próxima semana, as etapas seguintes do tratamento serão definidas. A avaliação foi anunciada, em entrevista coletiva nesta quarta-feira (19), pelos médicos responsáveis pelo tratamento de Covas no hospital Sírio-Libanês, na Bela Vista, região central de São Paulo. O prefeito segue internado, recuperando-se da anestesia para os exames, e deve ter alta ainda nesta quarta (19). Os médicos disseram que Covas não precisará se submeter a mais sessões de quimioterapia -ele passou por oito sessões com 100% da dose. O resultado foi classificado como brilhante pelo oncologista Artur Katz. Diante disso, dois cenários foram colocados: a) a biópsia mostra que não há mais células cancerígenas nos linfonodos e o prefeito precisará apenas monitorar sua saúde daí em diante; b) a biópsia mostra que ainda há células tumorais na região.  Nesse segundo quadro, duas opções se colocam, a cirurgia ou a imunoterapia (injeção de medicamentos que fazem com que o sistema de defesa do organismo ataquem o tumor). Os exames de endoscopia e pet-scan não identificaram células tumorais na transição entre esôfago e estômago (ponto de origem do câncer) nem no fígado de Covas. No entanto, os linfonodos mostraram alteração, e os médicos dependem dos resultados da biópsia para saber o que ela representa.  Eles ressaltam que os linfonodos aumentados podem ser apenas uma reação de defesa, mas também pode ser persistência da doença. "A quimioterapia alcançou seu benefício máximo. Esse tratamento certamente não continua. Agora vamos definir o que faremos daqui para a frente, se é que teremos algo a fazer", completou Katz. "Digamos que o exame mostra que está tudo resolvido. Daí está tudo resolvido. Vai para acompanhamento clínico. E se mostra outra coisa? Aí se escolhe a opção para frente", disse o infectologista David Uip. Os médicos afirmam não poder falar em cura, já que é possível que os exames não tenham identificado alguma célula tumoral, e ressaltaram que se trata de uma doença que exige monitoramento contínuo. Mesmo assim, dizem que o câncer desapareceu na cárdia e no fígado e que esses órgãos "praticamente normalizaram". "Se alguém examinasse a região nem diria que ele teve doença na transição esôfago-gástrica", disse o oncologista Tulio Pfiffer. "Lesões do estômago e do fígado desapareceram de acordo com a metodologia que temos", disse Uip. Covas está passando por um tratamento no trato digestivo com metástase. Mais especificamente, o adenocarcinoma está localizado em um esfíncter na junção entre o esôfago e estômago -chamado cárdia-, e se expandiu para lesões no fígado e nos linfonodos. Covas passou por oito sessões de quimioterapia desde o final de outubro, tendo realizado a última delas entre os dias 5 e 6 de fevereiro.  O prefeito manteve sua agenda de compromissos durante todo o tratamento quimioterápico, tendo feito numerosas reuniões dentro do próprio hospital nos dias em que se internou para receber as doses do medicamento. No início do tratamento, Covas brincava que parecia que estava recebendo placebo e que não estava sentindo efeitos negativos. Nas últimas sessões, no entanto, o tucano começou a se sentir mal e diminuiu o ritmo intenso que havia imprimido ao trabalho.  O câncer do prefeito foi descoberto no final do ano passado. Em 23 de outubro, Covas foi internado no Sírio-Libanês para tratar de uma infecção de pele na perna direita. Dias depois, uma trombose foi constatada no mesmo membro. No dia 28, Covas recebeu diagnóstico de câncer. No dia 9 de dezembro de 2019, a equipe médica informou que o tumor e as lesões haviam diminuído consideravelmente. Na ocasião, os médicos comemoraram a resposta considerada ideal que o corpo do prefeito apresentava ao tratamento. Dois dias depois, no entanto, Covas foi encaminhado à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com sangramento no fígado.  Os ferimentos aconteceram durante instalação de clipes no fígado de Covas para a demarcação da área de ação da metástase e o acompanhamento de suas reações ao longo do tratamento. No dia 13, o prefeito deixou a UTI, mas continuou em observação até o dia 18. Caso Covas precise se licenciar do cargo depois de abril, seus aliados já construíram um plano segundo o qual o vereador Celso Jatene (PL), ex-secretário de Esporte do petista Fernando Haddad, irá se tornar chefe do Executivo paulistano provisoriamente, conforme revelado pela Folha de S.Paulo. Como Covas assumiu a prefeitura com a saída de João Doria para o governo do estado, não há atualmente um vice-prefeito. O primeiro na linha sucessória é o presidente da Câmara, Eduardo Tuma (PSDB), e o segundo, Milton Leite (DEM), vice-presidente da Câmara. No entanto, caso eles ocupem o cargo depois de abril, não poderão disputar a reeleição como vereadores. O motivo está na Constituição. O artigo 14 determina que presidente, governadores e prefeitos podem disputar uma vez a reeleição e, para concorrer a outro cargo, precisam renunciar até seis meses antes do pleito.  Dessa forma, mesmo que ocupassem a vaga de Covas por apenas um dia, Tuma e Leite não poderiam disputar cargos no Legislativo em outubro. Para evitar que isso aconteça, o terceiro na linha sucessória, Celso Jatene, que decidiu não disputar a reeleição, ficará na função, caso necessário. Ele foi eleito segundo vice-presidente da Câmara.

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  • Lula nega acusações a juiz do DF e diz que Palocci mentiu ao depor contra ele
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    Lula nega acusações a juiz do DF e diz que Palocci mentiu ao depor contra ele

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva negou nesta quarta (19) as acusações que pesam sobre ele em um dos braços de investigação da Operação Zelotes e acusou o ex-ministro Antonio Palocci de ter mentido ao Ministério Público. O petista afirmou que a denúncia não passa de uma "grande mentira" e que Palocci deve ter recebido um "prêmio" para depor contra ele. Lula foi ouvido em audiência na 10ª Vara Federal, em Brasília, pelo juiz Valisney Oliveira, responsável pela ação penal da Zelotes. O ex-presidente é acusado de corrupção passiva por supostamente ter participado da "venda" da Medida Provisória 471, editada em 2009 e que beneficiou empresas do setor automobilístico. A medida prorrogou por cinco anos os incentivos fiscais para montadoras instaladas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Logo no início da audiência, Lula foi questionado se cometeu o crime de corrupção na edição da medida provisória.  "Essa é uma das grandes mentiras contadas. Eu estou aqui para desvendar tudo e provar porque o MP [Ministério Público] mentiu na acusação e porque a Polícia Federal mentiu no inquérito", afirmou.  O ex-presidente foi denunciado em setembro de 2017, junto com o ex-ministro Gilberto Carvalho, seu ex-chefe de gabinete, e mais cinco pessoas. Os procuradores alegam que lobistas das empresas automotivas prometeram o pagamento de propinas a intermediários do esquema e a agentes políticos, entre eles Lula e Carvalho. O destino do dinheiro, segundo a acusação, seria o custeio de campanhas eleitorais do PT. "Estou cansado de tanta mentira contra mim, de tanta leviandade, de tantas insinuações. Eu duvido que tenha um juiz, um procurador, um delegado ou um deputado que diga o seguinte: 'Eu vi um empresário que deu cinco centavos ao Lula'", disse o petista. As acusações contra ele foram reforçadas em depoimento do ex-ministro Palocci, em 2018. Palocci foi ouvido como testemunha no caso e disse que o filho de Lula, Luiz Cláudio, recebeu dinheiro de um dos lobistas que fizeram o acerto. "A única explicação é que ele deveria estar ganhando um prêmio por fazer a delação e por isso ele se prestou a contribuir com o Ministério Público com as mentiras que ele contou", disse. Lula foi questionado sobre quando recebeu e se conversou com Mauro Marcondes, apontado como um dos lobistas que intermediou as negociações. O petista disse que já recebeu Marcondes no passado, mas que nunca esteve com ele sozinho e em nenhuma hipótese conversou sobre a edição da medida. O ex-presidente também saiu em defesa de Carvalho, que já foi questionado sobre os encontros que teve com Marcondes. "A relação que Gilberto Carvalho tinha com Mauro Marcondes era era eminentemente profissional. (...) Ele era meu chefe de gabinete. Estava lá para atender as pessoas. E atender bem. Ele deveria ter sido acusado se não tivesse atendido", disse Lula. A audiência desta quarta foi uma das últimas etapas desta ação penal, que está na fase final, de depoimento dos réus. A próxima etapa são as alegações finais das partes.  Em outra ação ainda no âmbito da Zelotes, Lula responde por supostas negociações irregulares que levaram à compra de 36 caças do modelo Gripen, da Suécia, pelo governo brasileiro.

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    Weintraub volta a falar em contenção de gastos nas federais: 'não tem hora extra'

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    Mesmo liberado, família de Adriano da Nóbrega decide não sepultar o corpo

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  • Vídeo de corpo divulgado por Flávio Bolsonaro é falso, diz governador da Bahia
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    Vídeo de corpo divulgado por Flávio Bolsonaro é falso, diz governador da Bahia

    BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O governador da Bahia, Rui Costa (PT), disse nesta quarta-feira (19) que o corpo que aparece em vídeo divulgado na terça-feira (18) pelo senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ) nas redes sociais não é de Adriano da Nóbrega. O ex-capitão do Bope do Rio de Janeiro é acusado de chefiar uma milícia no Rio e foi morto no último dia 9, durante operação policial na Bahia. "São falsas. Posso garantir que aquilo não é nem do IML [Instituto Médico Legal] da Bahia nem do IML do Rio. Não são imagens dele. A imagem do corpo tem uma saída de bala nas costas e as costas dele estão lisas", disse Costa a jornalistas em Brasília. O ex-capitão da Polícia Militar é ligado a Flávio, de quem recebeu homenagem na Assembleia Legislativa do Rio -o filho do presidente foi deputado de fevereiro 2003 a janeiro de 2019. Na tarde de terça, Flávio publicou um vídeo com imagens de um corpo nu sobre uma mesa de necropsia. "Perícia da Bahia (governo PT) diz não ser possível afirmar se Adriano foi torturado. Foram 7 costelas quebradas, coronhada na cabeça, queimadura com ferro quente no peito, dois tiros à queima-roupa (um na garganta de baixo para cima e outro no tórax, que perdurou coração e pulmões) e as costas desse jeito aí que estão vendo no vídeo", escreveu o senador. "Desculpas aos mais sensíveis, mas a postagem do vídeo é necessária para que não haja dúvidas de que ele foi torturado e assassinado, como queima de arquivo. E parte da imprensa está querendo botar na nossa conta. Uma semana antes do assassinato, a esposa de Adriano foi à imprensa denunciar que seu marido poderia ser morto a mando do governador do Rio. O caso é muito sério e tem que ser investigado até as últimas consequências", prosseguiu Flávio na publicação. O presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), também abordou o assunto na terça-feira. Ele defendeu uma perícia independente no corpo de Adriano e disse que uma eventual "queima de arquivo" não interessaria a ele. Bolsonaro pregou ainda a necessidade de que telefones celulares apreendidos com o miliciano morto passem por uma apuração separada, para evitar, segundo ele, que provas sejam forjadas e incluídas no aparelho telefônico. A Justiça baiana determinou a realização de nova necropsia, a ser feita pelo IML do Rio. A decisão também obriga a conservação do corpo de Adriano até que seja realizado novo exame necrológico. "O Ministério Público da Bahia está apurando, o Ministério Público do Rio seguirá apurando. Todos os telefones foram, com o chip, entregues ao Ministério Público do Rio de Janeiro, na íntegra, sem serem vistos. Quem vai investigar é o Ministério Público do Rio. Vai ser feita uma nova perícia amanhã no Rio de Janeiro pelo IML do Rio. Agora está entregue às autoridades", disse Rui Costa.  "A grande pergunta é por que o presidente sonha, acorda, almoça, dorme só pensando naquilo. Do que será que ele está com medo? Esta é a grande pergunta que todo mundo deveria fazer", afirmou o governador da Bahia. Foragido havia mais de um ano, Adriano teve a mãe e a ex-mulher nomeadas no gabinete de Flávio Bolsonaro na Assembleia do Rio.  Segundo o MP-RJ, contas do ex-PM foram usadas para transferir dinheiro a Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e suspeito de comandar o esquema de devolução de salários (conhecido como "rachadinha"). Adriano foi expulso da PM em 2014 pela ligação com jogo de máquinas caça-níqueis, mas esteve preso três vezes como policial. A primeira prisão foi em 2004 pelo homicídio do guardador de carros Leandro dos Santos Silva, 24 --o ex-PM já respondia pelo crime quando foi homenageado por Flávio na Assembleia do Rio. Por esse crime, Adriano chegou a ser condenado em 2005, mas recorreu e foi absolvido em 2007. No ano seguinte, foi preso pela tentativa de assassinato do pecuarista Rogério Mesquita, mas foi solto após o fim do prazo da prisão temporária. Em 2011, voltou a ser preso por esse crime. Posteriormente, foi inocentado por falta de provas.  Em entrevista à Folha de S.Paulo, o advogado de Flávio e de Jair Bolsonaro, Frederick Wassef disse que o ex-capitão do Bope era um cidadão inocente. Afirmou ainda que o caso é "muitíssimo mais grave" do que o de Ágatha Félix, de 8 anos, morta por um tiro de um PM no Complexo do Alemão, no Rio, no ano passado.

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