Cristo Redentor completa 90 anos com samba, cachaça e otimismo com a vacinação

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Foto de arquivo de março de 2021 mostra o nascer do sol em frente ao Cristo Redentor, no Rio de Janeiro (AFP/CARL DE SOUZA)

O icônico Cristo Redentor, marca registrada do Rio de Janeiro e do Brasil, completa 90 anos nesta terça-feira (12) desde sua inauguração, com celebrações que incluem missa, o lançamento de um samba e de uma cachaça comemorativa.

A celebração católica, originalmente prevista para esta terça aos pés da enorme estátua no morro do Corcovado, teve que ser transferida para a Catedral Metropolitana, no centro do Rio, por causa do mau tempo.

"Nós, cariocas, aprendemos a olhar para o Redentor muitas vezes coberto de nuvens, mas sabemos que a imagem está ali", disse o arcebispo do Rio, dom Orani Tempesta, ao celebrar a missa, assistida pelo governador estado, Claudio Castro, e pelo prefeito da capital, Eduardo Paes.

"Ainda estamos em um momento de pandemia, mas com olhar de otimismo por causa da imunização. Assim, as nuvens tenebrosas do ano passado vão diminuindo", acrescentou o arcebispo.

Mais de 58% dos moradores do Rio já receberam a segunda dose da vacina contra o coronavírus, que desde o início da pandemia tirou 34.500 vidas na 'Cidade Maravilhosa' e mais de 600.000 em todo o país.

Localizada 710 metros sobre o nível do mar, a estátua de concreto recebe quase dois milhões de visitantes por ano, mas permaneceu fechada entre março e agosto de 2020 pela emergência sanitária.

Por ocasião de seus 90 anos, está passando por uma reforma para restaurar seu revestimento, infiltrações de umidade e prepará-la para futuras adversidades climáticas.

Para seu aniversário, o sambista Moacyr Luz compôs "Alma carioca, Cristo Redentor", samba lançado no mês passado e interpretado, entre outros, por Zeca Pagodinho, Maria Rita e Jorge Aragão, assim como por Omar Raposo, o carismático sacerdote a cargo do santuário do Cristo Redentor.

Foi dele a ideia de lançar a linha de cachaça Redentor, que traz no rótulo a imagem do Cristo.

"É uma forma de valorizar os produtos nacionais", disse Raposo à AFP. Segundo ele, a simbologia religiosa da estátua se funde sem contradições com a alma carioca.

"Existe fé na cultura e existe a cultura da fé. Se a gente observar, todo o patrimônio artístico no país sempre faz uma referência à nossa dimensão sagrada", argumentou.

O nascimento do Cristo Redentor remonta a 1921, quando a Igreja Católica organizou um concurso para construir um monumento religioso para o centenário da Independência do Brasil (1822).

O vencedor foi o engenheiro brasileiro Heitor da Silva Costa, que dedicou dez anos ao projeto. O artista plástico brasileiro Carlos Oswald fez o desenho final da estátua, executado pelo francês Paul Landowski.

O monumento foi inaugurado em 12 de outubro de 1931. Em 1973, foi declarado monumento histórico e em 2007, uma das sete maravilhas do mundo moderno.

mel/dga/mvv

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