Crivella almeja o Senado para retomar carreira política, mas partido resiste

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Membros do Republicanos debatem se o ex-prefeito do Rio Marcelo Crivella deve se candidatar ao Senado ou à Câmara dos Deputados nas eleições deste ano. Com expectativa de amealhar ao menos 200 mil votos para deputado, Crivella é visto como o principal puxador do partido, embalado pelo eleitorado evangélico. No entanto, uma ala da legenda — encabeçada pelo próprio Crivella — insiste para que ele entre na disputa que hoje tem o senador Romário (PL) como único pré-candidato apresentado como “bolsonarista”.

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Na avaliação de lideranças do Republicanos ligadas ao ex-prefeito, o alinhamento entre Crivella e o presidente Jair Bolsonaro (PL) no enfrentamento à pandemia da Covid-19 faria dele um nome com mais apelo junto ao eleitorado de direita. Eles também argumentam que Romário não se atrela às pautas de costumes, caras ao bolsonarismo.

No cálculo mais conservador de outros nomes do Republicanos, no entanto, uma candidatura de Crivella à Câmara significaria um voo mais tranquilo para o ex-prefeito e para o partido, além de garantir um número maior de parlamentares na bancada federal. Apesar de pesquisas de intenção de votos o apontarem como um nome bem cotado ao Senado, pesa contra Crivella o fato de o Republicanos ainda ocupar espaços generosos no governo de Cláudio Castro (PL), que é correligionário de Romário. Atualmente, o partido ligado à Igreja Universal do Reino de Deus comanda a Secretaria Estadual de Assistência Social e é responsável por nomeações na pasta de Administração Penitenciária (Seap).

Com tantos cargos e projetos espalhados pelo governo, há o temor de que sejam feitos cortes em retaliação a uma eventual empreitada de Crivella. A pessoas próximas, o bispo licenciado da Universal externou a vontade de voltar ao Senado, onde já cumpriu dois mandatos. O ex-prefeito não respondeu aos pedidos de entrevista.

De olho na vice

Para evitar mal-estar com o PL de Castro e Romário, o Republicanos tenta uma saída pacífica: o partido quer emplacar a deputada federal Rosângela Gomes, ligada à igreja, como vice de Castro, posto para o qual hoje há favoritismo do ex-prefeito de Duque de Caxias Washington Reis (MDB). Mulher, negra e evangélica, Rosângela é um nome bem visto pela equipe do governador. Caso consiga a indicação, o Republicanos garantiria um espaço prestigiado em um eventual governo e colocaria ponto final à possibilidade de disputa entre Romário e Crivella.

Esta não é a primeira vez que Crivella compra uma briga contra seu partido para concorrer ao Senado. Em 2002, ainda no PL, o bispo licenciado se negou a ser candidato a deputado federal e conseguiu ser eleito pela primeira vez. Oito anos depois, no PRB, Crivella se negou a ser puxador de votos à Câmara e insistiu na (bem sucedida) reeleição. Eleito prefeito em 2016, ele foi preso a nove dias do fim do mandato sob suspeita de atos de corrupção na administração municipal. Crivella sempre negou as acusações.

No ano passado, o Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou à Justiça Eleitoral o pedido de arquivamento de parte do inquérito que o levou à prisão. Ao afirmar que não existem elementos no processo que comprovem a prática de crime eleitoral, a promotora Patrícia Tavares pediu que o caso “QG da Propina” fosse enviado à Justiça comum.

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