Crivella apresenta neste fim de semana propostas para reabertura do comércio; veja o que propõe um dos planos

Luiz Ernesto Magalhães

RIO — O prefeito do Rio, Marcelo Crivella, apresenta neste fim de semana à comunidade científica propostas para a reabertura da atividade econômica na cidade. Vários planos estão sob análise e serão discutidos no encontro. Entre eles, está um documento assinado pela Associação de Hotéis do Rio (ABIH-RJ) e mais sete entidades empresariais e associações de moradores da região da Barra da Tijuca, que prevê um cronograma de reabertura entre os dias 1º e 29 de junho, com limitações de lotação em bares, museus, restaurantes, comércio e transporte.

O ofício, enviado também para o governador Wilson Witzel, propõe ainda que o Ministério Público também participe das discussões. Os principais pontos previstos no projeto são:

A partir do dia 1 de junho:

Reabertura das escolas para o ensino médio (com uso obrigatório de máscara), das 10h às 17h, das creches e equipamentos sociais

Reabertura de lojas com porta aberta para a rua com até 400m² a partir das 10h

Reabertura de cafés, bares e restaurantes, que ficam limitados a 50% da capacidade (até às 23 h)

Abertura de museus, monumentos, galerias de arte e similares

A partir de 8 de junho:

Reinício de cerimônias religiosas

Reinício das partidas de futebol, ainda sem público

A partir de 15 de junho:

Reabertura de lojas com área superior a 400m² ou inseriadas em shoppings, com uso obrigatório de máscaras

Reabetura das creches, pré-escola e similares

A partir de 29 de junho:

Reabertura de cinemas, teatros e casas de show com lotação reduzida e espaço mínimo de distanciamento

Sugestões para reduzir a contaminação:

Usuários de táxis e serviços de aplicativos só poderiam viajar no banco de trás;

Confinamento obrigatório de doentes, pessoas com comorbidades e idosos;

Uso obrigatório de máscaras no transporte público, repartições e escolas (exceto para crianças abaixo de seis anos);

Medições constantes de temperatura corporal de funcionários em empresas;

Limitação a dois terços da capacidade dos transportes coletivos;

Possibilidade de prática de esporte ao ar livre (sem frequência de praias e piscinas nesse momento)

No caso de shoppings o plano prevê:

Instalações de totens com álcool em gel e desativação de bebedouros.

Fixação de distâncias mínimas entre mesas e cadeiras em bares e restaurantes.

Que não sejam realizados eventos promocionais que gerem aglomerações.

Parte dos estacionamentos seriam cedidos para campanhas de vacinação e outras atividades da área de saúde

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