Crivella deixa prisão domiciliar para acompanhar sepultamento da mãe em Minas Gerais

André Coelho
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Foto: Reprodução/TV Globo

O prefeito afastado do Rio Marcelo Crivella deixou sua residência no condominio Península, na Barra da Tijuca, às 9h desta quarta-feira, para acompanhar do sepultamento de sua mãe, Eris Bezerra Crivella, na cidade de Simão Pereira, em Minas Gerais. Crivella saiu dentro de um carro de escolta descaracterizado da polícia, e segue de helicóptero para a cidade, localizada a cerca de 150 km do Rio.

A saída foi autorizada na última segunda-feira pelo presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Humberto Martins, após pedido feito pela defesa do prefeito, que cumpre prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica desde o dia 22 de dezembro. Segundo a decisão, Crivella deve estar em casa até as 18h.

Eris Bezerra Crivella, irmã do fundador da Igreja Universal, Edir Macedo, morreu aos 85 anos na última segunda-feira. A causa da morte não foi divulgada, mas familiares informaram não ter tido relação com a Covid-19. O sepultamento na cidade de Simão Pereira, que fica na divisa entre os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro, era um desejo de Eris, que cresceu na cidade e pediu para ser enterrada no mesmo cemitério de seus pais.

O corpo de Eris chegou à capela do Cemitério Municipal de Simão Pereira por volta das 9h30, onde será velado por amigos e familiares que moram na cidade de pouco mais de 2.500 habitantes.

Esta será a primeira aparição pública de Crivella, em seu penúltimo dia como prefeito do Rio, após ser preso no inquérito que ficou conhecido como o QG da Propina — um esquema de corrupção que acontecia dentro da prefeitura. Crivella foi afastado do cargo e deve se abster de realizar qualquer ato inerente à função.

O prefeito chegou a passar uma noite no presídio de Benfica, na Zona Norte, já que a decisão do STJ só aconteceu na noite do dia da prisão. Na denúncia apresentada contra Marcelo Crivella, o Ministério Público do Rio aponta que o prefeito seria o “vértice” da organização criminosa que ficou conhecida como “QG da propina”. Segundo os promotores, Crivella “orquestrava sob sua liderança pessoal” o esquema que tinha como objetivo “aliciar empresários para participação nos mais variados esquemas de corrupção, sempre com olhos voltados para a arrecadação de vantagens indevidas mediante promessas de contrapartidas”.