Crivella acusa possível sabotagem em incêndio em hospital

Pacientes foram conduzidos para fora do hospital em macas (Foto: AP/Leo Correa)

RESUMO DA NOTÍCIA

  • “É preciso ver se não houve sabotagens”, disse o prefeito do Rio de Janeiro

  • Crivella descartou a possibilidade de o incêndio ter sido causado por falta de manutenção

Marcelo Crivella disse que “é preciso ver se não houve sabotagens” no incêndio que atingiu o Hospital Badim na última quinta-feira (12). Em visita ao local na manhã desta sexta-feira (13), o prefeito do Rio de Janeiro alegou que o prédio contava com todos os equipamentos previstos em lei contra esse tipo de acidente.

“O laudo vai dizer se houve ou não algum responsável. Mas, desgraçadamente, acidentes ocorrem em qualquer lugar. O prédio tinha todos os equipamentos. Na hora que eu vi todas as instalações, peço a Deus que esteja errado, mas é preciso ver se não houve sabotagens, é uma coisa que precisa ser investigada”, disse o bispo. E completou: “Um motor que gera energia pegar fogo? O fogo vem da imprudência das pessoas, que acendem a chama em local que após não conseguem controlar, ou de algum circuito elétrico”.

O prefeito decretou luto oficial de três dias no Rio, e cancelou uma coletiva sobre a licitação para a nova gestão do Museu do Amanhã, prevista para esta sexta-feira. “A cidade hoje amanheceu arrasada”, conta Crivella.

Leia também:

O Hospital do Badim pertence à Rede D’Or São Luiz, uma das maiores particulares do país. A unidade fica na Tijuca, na zona norte da cidade. Na visita, o prefeito disse que o prédio após o incêndio é “a cena mais triste do mundo”:

“Fui ao prédio queimado. Tudo coberto de preto, uma fuligem no chão, um pozinho fino que a gente imagina que seja do forro ou de borracha queimada. O prédio está completamente negro.”

De acordo com ele, apenas uma paciente foi internada na rede pública de saúde após o ocorrido: a idosa Maria de Rego Costa, que foi levada ao Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, também na zona norte do Rio. Outras quatro vítimas do incêndio foram encaminhadas ao Hospital municipal Souza Aguiar, no centro, mas já receberam alta.

Crivella destacou, ainda, a atuação da brigada de incêndio do hospital, como sinal de que o local estava preparado para acidentes: “Os homens da própria unidade que retiraram os primeiros pacientes aqui de dentro do hospital.”

Ele elogiou a solidariedade da população do Rio, dos profissionais de saúde e dos bombeiros.