"Crueldade e crime contra a humanidade"

Aumentam as críticas ao governo de Myanmar, depois da execução de quatro prisioneiros políticos.

Estados Unidos, Reino Unido, Austrália, União Europeia e Nações Unidas acusam a junta militar que governa a antiga Birmânia de crueldade.

Em Banguecoque, centenas de manifestantes pró-democracia protestaram no exterior da embaixada de Myanmar.

Na Malásia, o ministro dos Negócios Estrangeiros falou de um crime contra a humanidade e disse que as execuções vão ser o foco dos próximos encontros dos chefes da diplomacia da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN). "Apelamos veemente e urgentemente a todas as partes envolvidas para que desistam de tomar medidas que só agravariam ainda mais a crise, dificultariam o diálogo pacífico entre todas as partes envolvidas, e poriam em perigo a paz, a segurança e a estabilidade, não só em Myanmar, mas em toda a região", disse o grupo numa declaração.

O governo de Myanmar anunciou esta segunda-feira a execução de quatro militantes pró-democracia acusados de "atos terroristas".

Todos foram julgados, condenados e sentenciados por um tribunal militar sem qualquer possibilidade de recurso.

São as primeiras execuções desde que a pena de morte foi abolida no país em 1988.

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