Cruz Vermelha prevê temporada recorde de tormentas devastadoras na AL e nos EUA

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A passagem do furacão Sandy pelos EUA, em 2012, causou mais de US$ 63 bilhões em prejuízos

A Federação Internacional da Cruz Vermelha prevê uma dura temporada de tormentas nos Estados Unidos e na América Latina, que pode causar devastação e grandes perdas em uma região já castigada pela pandemia da covid-19.

"Estamos nos preparando para uma nova temporada de recordes", disse à AFP Roger Alonso, chefe da Unidade de Desastres, Crise e Clima da Federação Internacional de Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho (IFRC, na sigla em inglês), baseada no Panamá.

"Apenas no Oceano Atlântico pode-se registrar até 20 tormentas que cheguem a ter nome, das quais cinco podem se transformar em perigosos furacões maiores. Mas um único furacão, ou tormenta, é suficiente para causar um desastre que afete milhões de pessoas", completou Alonso.

Em um comunicado, a IFRC advertiu, nesta segunda, que as tormentas podem trazer "mais devastação" para uma região que "ainda está muito afetada" pelas tempestades e furacões do ano passado e pela pandemia da covid-19.

Em 2020, mais de 200 pessoas morreram na América Central pelos furacões Eta e Iota, que deixaram, ainda, bilionárias perdas econômicas em infraestrutura e em produção alimentar, resultante de inundações e deslizamentos.

Segundo dados oficiais, apenas em Honduras as perdas econômicas por estes dois devastadores fenômenos somaram US$ 10 bilhões, enquanto na Guatemala e na Nicarágua passaram de US$ 750 milhões em cada país.

A nova temporada de tormentas, que começa nesta terça (1º/6), chega no momento em que pandemia continua a fazer estragos na região, uma das mais afetadas por desastres naturais produto da mudança climática, segundo organismos internacionais.

"A pandemia acrescenta outra camada de complexidade. Agora, mais uma vez, enfrentamos um cenário extremamente desafiador, com crises sobrepostas que aumentam as vulnerabilidades das mulheres, das crianças, das pessoas migrantes e outros grupos", afirmou o secretário-geral da IFRC, Jagan Chapagain, citado no comunicado.

"Na América Central e na Colômbia, milhares de famílias ainda estão se recuperando dos danos causados pelos furacões Eta e Iota, que afetaram mais de 7,5 milhões de pessoas há apenas seis meses", acrescentou Chapagain.

A IFRC teme que, nos próximos seis meses, fortes chuvas, deslizamentos de terra, tempestades e inundações terminem por estrangular comunidades vulneráveis, onde as vacinas contra a covid-19 ainda não estão disponíveis em grandes quantidades.

"O impacto que a pandemia já teve na América Central, no México e no Caribe, especialmente, somado a outros desastres que afetam a região, e o aumento das disparidades elevam a vulnerabilidade das comunidades diante da temporada de furacões", advertiu Alonso.

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