Cuba realiza exercícios militares diante de 'guerra não convencional' dos EUA

·2 min de leitura
(Arquivo) Soldados cubanos marcham durante desfile militar em Havana, em 16 de abril de 2011 (AFP/ADALBERTO ROQUE)
(Arquivo) Soldados cubanos marcham durante desfile militar em Havana, em 16 de abril de 2011 (AFP/ADALBERTO ROQUE)

Cuba desenvolve nesta sexta-feira (19) a segunda jornada de seus tradicionais exercícios militares "estratégicos", dedicados este ano a avaliar a capacidade de resposta à "guerra não convencional" dos Estados Unidos, que Havana aponta como responsável pelos protestos na ilha.

 Os Exercícios Estratégicos Moncada-2021, que começaram na quinta-feira e terminam no sábado, o Dia Nacional da Defesa, têm "como objetivo fundamental estudar as ações para prevenir e enfrentar situações de risco, ameaças e agressões à segurança do país, em um cenário de guerra não convencional imposto pelo governo dos Estados Unidos contra Cuba", assinalou a emissora de televisão estatal.

 Os exercícios incluem práticas para treinar a população, as Forças Armadas Revolucionárias (FAR) e efetivos do Ministério do Interior, segundo a emissora.

 A repentina declaração oficial de 20 de novembro como Dia Nacional da Defesa obrigou o grupo opositor Archipiélago a antecipar para 15 de novembro a marcha cívica que tinha convocado para essa data em Havana e em outras seis cidades do país, com dois meses de antecipação.

 A manifestação convocada pelo grupo, que conta com 38.000 membros dentro e fora de Cuba, foi proibida pelo governo e acabou sendo frustrada depois que as forças de segurança mobilizaram um enorme dispositivo policial e detiveram diversos líderes da oposição.

 Para Havana, essa marcha frustrada, as manifestações de 11 de julho, e o protesto de novembro do ano passado, quando 300 jovens artistas se plantaram em frente ao Ministério da Cultura para exigir liberdade de expressão, formam parte de um plano desenhado e financiado em Washington para promover uma mudança de regime em Cuba.

 A convocação do Archipiélago para exigir a libertação dos presos políticos surgiu depois das manifestações inéditas de julho, que deixaram um morto, dezenas de feridos e 1.270 detidos, dos quais mais de 600 seguem presos, segundo a ONG Cubalex.

 Cuba costuma realizar esses exercícios militares todos os anos, mas suspendeu os mesmos no ano passado por causa da pandemia de covid-19.

 "Os Dias da Defesa são utilizados para a preparação de tropas, dos órgãos e organizações estatais, das entidades econômicas e instituições sociais, e das organizações políticas e de massas", diz o site das FAR, que também realiza um "trabalho político-ideológico".

 rd/lp/dg/rpr/mvv

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos