Cuba restabelece acesso à internet, mas sem acesso às redes sociais

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Demonstrators walk on both lanes of the Palmetto Expressway, Tuesday, July 13, 2021, in Miami. The demonstrators, many of them Cuban exiles, expressed support for Cubans, who had taken to the streets of several communities around the communist nation on Sunday to air grievances over poor economic conditions, among other complaints. (AP Photo/Marta Lavandier)
Protestos em Miami no último domingo. Foto: AP Photo/Marta Lavandier
  • Internet foi cortada após manifestações no domingo

  • Governo afirma que ordem dos protestos veio dos Estados Unidos

  • Policiamento foi reforçado na capital

Depois de três dias sem acesso, o serviço de Internet foi restabelecido em Cuba na manhã desta quarta-feira (14). O sinal foi cortado após as manifestações de domingo em diversas cidades da ilha e em Miami, nos Estados Unidos.

Desde segunda-feira (12) não era possível acessar as redes sociais e aplicativos de mensagens por meio de dados móveis, segundo informou a agência de notícias AFP. O acesso às redes sociais ainda não foi restabelecido.

"É verdade que faltam dados [móveis], mas faltam medicamentos também", disse em pronunciamento na terça-feira o ministro das Relações Exteriores, Bruno Rodríguez.

Segundo Rodríguez, o governo dos Estados Unidos teria criado uma campanha no Twitter com a hashtag #SOSCuba para iniciar uma movimentação em Cuba.

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O governo norte-americano pediu ontem que fosse restabelecido "todos os meios de comunicação, os digitais e os não digitais".

"Fechar o acesso à tecnologia, fechar os canais de informação, isso não faz nada para responder às necessidades e legítimas aspirações do povo cubano", afirmou o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price.

De acordo com a AFP, nesta quarta-feira não houve tumultos e manifestações em Havana, capital cubana, mas o policiamento e a presença militar foi reforçada na região central da cidade.

Ao redor do Capitólio, onde as manifestações ocorreram no domingo, diversos caminhões e patrulhas da polícia foram colocados à postos. Moradores agora chamam para novas manifestações nesse mesmo local nos próximos dias via redes sociais.

Há denúncia de uma morte e ao menos cem pessoas detidas durante os protestos de domingo. O governo nega “uma crise social”, ao mesmo tempo que sofre críticas dos Estados Unidos e outros governos.

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