Cuidado de ex-presidente da Petrobras com coronavírus enfureceu Bolsonaro

Colaboradores Yahoo Notícias
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Brazilian President Jair Bolsonaro gestures as he speaks during a press conference on a new fuel tax policy at Planalto Palace in Brasilia on February 5, 2021. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

Demitido da presidência da Petrobras no dia 19, Roberto Castello Branco enfureceu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante encontro realizado duas semanas antes do anúncio oficial.

Segundo o jornal O Globo, que publicou os bastidores da reunião, Bolsonaro já estava incomodado com Castello Branco, porém perdeu a paciência mais ao vê-lo tomando os cuidados necessários para evitar o contágio por coronavírus.

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O então chefe da Petrobras, de 76 anos e, portanto, pertencente ao grupo de risco para Covid-19, entrou e permaneceu no gabinete presidencial usando máscara N95 e óculos de proteção. Cumprimentou a todos, mas não com aperto de mãos e abraços, como fez os outros presentes na reunião.

Também participaram do encontro, marcado para que Castello Branco explicasse a razão dos reajustes do diesel, os ministros Paulo Guedes (Economia), Tarcísio de Freitas (Infraestrutura), Braga Netto (Casa Civil) e Bento Albuquerque (Minas e Energia).

Apenas Guedes usava máscara, mas a tirava ao falar, ao contrário do presidente da Petrobras. Na reunião, informa O Globo, chegaram a perguntar a Castello Branco por que ele fora “vestido de astronauta”.

O general do Exército Joaquim Silva e Luna é o candidato de Bolsonaro para ocupar a vaga de presidência da Petrobras após a demissão de Castello Branco, movimento que gerou queda nas ações da empresa na bolsa de valores.

Uma mensagem com uma história falsa circula pelo WhatsApp afirmando que, após o anúncio da demissão do atual presidente da petroleira Petrobras, 300 funcionários teriam sido mandados embora da estatal – num suposto “expurgo” de membros ligados ao Partido dos Trabalhadores.

A história mentirosa vai além, e diz que militares e policiais federais teriam ocupado partes da sede da empresa estatal.

“Nesse momento, mais de 300 funcionários ligados a José Dirceu foram demitidos da Petrobras. Um andar inteiro do prédio foi esvaziado para acomodação de militares e Polícia Federal”, diz a mensagem mentirosa.

Mas é tudo invenção. Atualmente, grupos utilizam essas informações falsas para disseminar confusão entre a população tendo como objetivo ganhos políticos.