Cuidadora de jovem morta na Bahia lamenta perda e diz: 'ela amava ir para a escola'

Ataque armado em escola na Bahia: Geane da Silva de Brito, 19 anos, foi baleada e morta - Foto: Reprodução
Ataque armado em escola na Bahia: Geane da Silva de Brito, 19 anos, foi baleada e morta - Foto: Reprodução

A ex-cuidadora de Geane da Silva de Brito, 19 anos, vítima de um atentado na manhã desta segunda-feira (26) na escola em que estudava, em Barreiras, no oeste da Bahia, lamenta a perda da jovem e descreve Geane como “uma menina maravilhosa e amava ir para a escola”.

A cuidadora, que tem 23 anos e preferiu não ser identificada, acompanhou Geane durante 10 meses na Escola Municipal Eurides Sant'anna.

No entanto, a cuidadora de alunos com necessidades especiais que é contratada da Prefeitura de Barreiras, deixou de trabalhar com a adolescente há três meses, quando passou a atender uma outra pessoa que mora mais perto da sua casa.

De acordo com ela, apesar da mudança, a jovem continuava mantendo contato.

"Mesmo quando eu saí [deixou de trabalhar com a vítima] nossa amizade continuou e até cresceu. Ela sempre me ligava, dizia que estava com saudade e estava sempre em contato comigo", diz a ex-cuidadora de Geane.

A jovem necessitava de ajuda para se alimentar, ir ao banheiro e se locomover no ambiente escolar, por conta da paralisia cerebral que ela tinha.

No entanto, a cuidadora relata que Geane se dava muito bem com todos, por conta do seu jeito cativante e alegre.

"Ela era uma menina maravilhosa e amava ir para a escola. Tinha um sorriso largo que cativava todo mundo. Para Geane, não existia dificuldade nenhuma", afirma.

Ataque a tiros

A jovem Geane da Silva, 19, foi morta dentro da escola em Barreiras, no oeste baiano, na manhã desta segunda-feira (26), depois que um atirador invadiu a Escola Municipal Eurides Sant'anna.

O atirador, um adolescente de 14 anos, também foi baleado depois que a Polícia Militar foi chamada.

O agressor, que levava uma aparente bomba caseira e um facão, além do revólver, foi socorrido com vida. O adolescente passou por cirurgias e se encontra internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) no Hospital Geral do Oeste, em Barreiras.

A arma de fogo utilizada pelo adolescente de 14 anos pertence ao pai dele, um subtenente da reserva do Distrito Federal. Na delegacia da cidade, o militar disse que ainda não sabe como o filho teve acesso ao revólver, que ficava escondido dentro de casa. O atirador chegou a postar em seu perfil nas redes sociais que estava em busca de munições para realizar o ataque.