‘Culto’ ao Bitcoin: conheça a turma dos ‘maximalistas’ (e seu desprezo por Elon Musk)

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Guerra de memes: Max Keiser dando a 'pílula laranja' ao 'demônio' Elon Musk
Guerra de memes: Max Keiser dando a 'pílula laranja' ao 'demônio' Elon Musk
  • Maximalistas acreditam que apenas Bitcoin será relevante no futuro das criptos.

  • Grupo tem entre seus mais famosos apoiadores Max Keiser, Michael Saylor e Jack Dorsey.

  • Elon Musk está na mira por seus ataques ao Bitcoin.

“Todo dinheiro emitido por governos é sádico. Lute contra Satã. Abrace o amor e o Bitcoin”. Essa é uma das frases que misturam messianismo e ironia do podcaster, desenvolvedor e pioneiro das criptomoedas Max Keiser, auto-intitulado “alto sacerdote” do Bitcoin, uma figura excêntrica que resume o estilo dos “maximalistas”.

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Os maximalistas são investidores que acreditam que o Bitcoin seja a única criptomoeda em que vale a pena colocar seu dinheiro, por conta do seu pioneirismo e design inigualável – por ser a única “verdadeira” cripto descentralizada, na visão deles.

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Nesse mesmo barco estão outras figuras famosas, como o chefão da MicroStrategy, Michael Saylor, e o fundador do Twitter, Jack Dorsey. O fato de Mark Zuckerberg ter nomeado seus dois bodes de estimação “Max” e “Bitcoin” fez muita gente questionar se ele está nesse mesmo time, também.

Outro fator que liga os maximalistas é seu desprezo por qualquer outra moeda alternativa ao Bitcoin, seja Ethereum, Dogecoin, Cardano etc. Eles as enxergam como cópias baratas criadas apenas para estimular bolhas especulativas e trazer ganhos no curto prazo. Eles têm até um apelido para elas: “Shitcoins”. Acreditam que elas sejam todas centralizadas, como o Ethereum, e que por isso não diferem muito das moedas reguladas por bancos centrais.

Onde habitam

Seu local de encontro é o Twitter, onde acumulam dezenas de milhares de seguidores para transmitir a “pílula laranja” – sua mensagem a favor do Bitcoin e profecias de que a cotação atingirá patamares espetaculares no curto prazo.

A estimativa de Keiser para o preço do Bitcoin em 2021, por exemplo, é de US$220 mil até o final do ano (ele errou por pouco, e para baixo, sua previsão do ano passado de US$28 mil).

Tudo sempre ilustrado com memes – geralmente colocando seus rostos no lugar da de santos católicos e figuras religiosas, para completar o clima de excentricidade eufórica que enxerga o Bitcoin como o futuro de uma humanidade melhor, ou pelo menos não tão dependente de organismos reguladores centrais.

Eles associam o sucesso do Bitcoin à liberdade individual e à prosperidade financeira (muitos deles compraram quando uma unidade ainda custava cerca de US$1).

Neste contexto, claro que é preciso haver os demônios para fazer oposição às suas ideias, também. Atualmente, um dos maiores “diabos” dos maximalistas é o bilionário sul-africano Elon Musk, principalmente depois de seus ataques ao Bitcoin. Ele geralmente aparece nesses memes como a figura do Satã bíblico.

Recentemente, durante uma conferência sobre Bitcoin em Miami, Max Keiser não mediu palavras para se dirigir ao executivo-chefe da Tesla: “Fod*-se, Elon!” gritou ele múltiplas vezes, em plenos pulmões.

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