Culto ecumênico volta a ser realizado na posse da Prefeitura do Rio

André Coelho e Luiz Ernesto Magalhães
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Reprodução/Youtube

RIO - Neste ano, a posse do prefeito foi bem diferente da de quatro anos atrás. Na assinatura de Crivella, não houve culto ecumênico, só o ex-prefeito fez uma oração na ocasião. Deste vez, o culto com representantes de diversas religiões voltou a estar presente.

A cerimônia teve a presença do Cardeal Arcebispo do Rio, Dom Orani Tempesta, o rabino Nilton Bonder, o bispo evangélico Abner Ferreira e o babalorixa Márcio de Jagun. Em sua fala, que abriu o culto de ação de graças, Dom Orani desejou que este seja um ano de bênçãos:

— Que a nova direção, prefeito, vice-prefeito, secretários e toda a sua assessoria, sejam homens e mulheres abençoados que tragam cada vez mais bênçãos para essa cidade.

O bispo Abner também espera que o ano seja mais abençoado para todos:

— Que recebam a benção do senhor Jesus, que o Senhor esteja à tua frente para te mostrar o caminho certo.

Em seu discurso, o rabino Nilton Bonder exaltou a vocação para a alegria que a cidade exporta para o mundo:

— Que a gente possa sonhar não só com melhorias para a nossa cidade, mas que a gente possa sonhar em resgatar essa qualidade tão especial do Rio que é a alegria.

Já Márcio de Jagun resgatou um símbolo que foi ironizado pelo ex-prefeito Marcelo Crivella durante o último debate para a eleições municipais: o chapéu de Zé Pilintra.

— Eu espero que o senhor (Paes) use o chapéu de Zé Pilintra, que use também as cruzes e os símbolos de outras matrizes, de todos os ancestrais que pulsam na cidade do Rio de Janeiro — disse o babalorixá

Uma curiosidade é que a banda da Guarda Municipal, desta vez, também incluiu o hit "Descobridor dos sete mares" de Tim Maia em seu repertório. Na posse da gestão passada, a banda executou uma música composta por Crivella em homenagem ao Rio.