Cultura de organizadas vira desafio no Flamengo, mas volta do público é avaliada como segura

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A maioria dos torcedores do Flamengo que sempre tiveram o costume de ir ao Maracanã preferem acompanhar os jogos no setor Norte, área historicamente mais popular do estádio e com o pulmão da torcida, representado pelas organizadas. Mas é justamente este o maior desafio do clube na volta ao público.

No jogo com o Grêmio, pela Copa do Brasil, o setor foi o que teve mais aglomeração, mesmo com a tentativa dos organizadores e orientadores de promoverem o distanciamento social. O clube já havia previsto a maior dor de cabeça para exigir o protocolo naquela parte do estádio. Dito e feito.

Com a bola rolando, os grupos de organizadas se juntaram em grande quantidade, e quase não se viu espaço vazio. O mesmo já havia acontecido em Brasília, onde o Flamengo mandou algumas partidas da Libertadores para até mais gente.

No entanto, a avaliação do clube é de que o evento foi seguro, com todos testados e vacinados, mesmo que concentrados em alguns pontos. O estádio é aberto e a circulação livre, o que pesa a favor. Por outro lado, o hábito de consumir bebidas inibiu o uso de máscaras em todos os setores.

Tanto no camarote como na ala leste, mais caras, havia gente sem o acessório. Mas nestes e em outras partes do estádoi, inclusive na Norte inferior, o distanciamento estava sendo respeitado. A expectativa agora é para o jogo de quarta-feira pela Libertadores, contra o Barcelona.

Na ocasião, haverá 35 mil ingressos vendidos, e a chance de eles se esgotarem é grande. Contra o Grêmio, pouco mais de seis mil entradas foram comercializadas.

Flamengo avalia que foi bom o teste, mas que até em Brasília não conseguiu manter o distanciamento do setor de organizadas. Já separa o pessoal ali ciente que será o ponto crítico, com maior dor de cabela.

Mas o feedback que o clube teve da secretaria de saúde foi que o estádio ccomo um todo estava seguro, em função dos testes e da vacinação exigidos.

- Sou a favor totalmente dos torcedores voltarem aos estádios. Acho que seguindo os protocolos, qual o problema? Muita gente quer aparecer em cima do futebol. Diz que não pode entrar torcedor. Vejo tantas aglomerações por aí, e ninguém tomando providências. Por que só no futebol? Se tiver que acabar com público, que acabe em todos os locais - defendeu o técnico Renato Gaúcho.

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