Cúpula Global da covid-19 se reúne e Brasil não envia representante

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President Joe Biden speaks during a virtual COVID-19 summit during the 76th Session of the United Nations General Assembly, in the South Court Auditorium on the White House campus, Wednesday, Sept. 22, 2021, in Washington. (AP Photo/Evan Vucci)
O presidente norte-americano Joe Biden na Cúpula Global da covid-19. Foto: AP Photo/Evan Vucci

Nesta quarta-feira (22), a Cúpula Global sobre a covid-19 se reuniu sem a presença de um representante brasileiro. A Cúpula, que é promovida pelo presidente dos Estados Unidos Joe Biden, contatou o governo brasileiro para a participação no evento.

Nos últimos dias, o Itamaraty e o Ministério da Saúde estudaram a possibilidade de doação de vacinas para outros países latino-americanos. Mesmo com esse movimento, a agenda oficial divulgada pela Casa Branca não traz menção à presença do Brasil.

Membros da comitiva presidencial que foi a Nova York para a 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas) seguem nos EUA. No entanto, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, testou positivo para a covid-19 e cumpre o isolamento em hotel de luxo.

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Já a agenda desta quarta-feira do chanceler Carlos França foi cancelada e ele fez um teste PCR para detectar a presença de coronavírus, que voltou negativo, segundo o Itamaraty.

Estavam presentes na cúpula diversos líderes. Entre eles o secretário-geral da ONU, Antonio Guterres, e o diretor-geral da OMS, Tedros Gebreyesus, e os primeiros-ministros estão os da Itália, Alemanha, Reino Unido, Canadá, Índia, Japão, Noruega e Austrália. Estão previstos para discursar a presidente da Comissão Europeia, Ursula van der Leyen, os presidentes da África do Sul, Indonésia e da Coreia do Sul.

Biden anunciou na Cúpula que doará mais de 500 milhões de doses de vacina contra covid-19 para os países mais pobres do mundo em 2022.

Bolsonaro na ONU

Em seu discurso na Assembleia Geral, Bolsonaro voltou a defender uso de medicamentos sem eficácia comprovada cientificamente, chegando até a desafiar outros países por não autorizarem o tratamento precoce.

O presidente brasileiro era o único líder presente declaradamente não vacinado contra a doença, e precisou evitar espaços fechados em Nova York, onde é necessário comprovar vacinação completa para entrar em espaços como restaurantes.

A recusa de Bolsonaro em se vacinar incomodou o prefeito da metrópole norte-americana, que citou o brasileiro nominalmente em um pronunciamento e o marcou em uma postagem no Twitter com um link para a lista de pontos de vacinação da cidade.

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