CVM abre processo envolvendo Petrobras após fala de Bolsonaro

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(Photo by Wagner Meier/Getty Images)
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  • Bolsonaro disse que a estatal estaria planejando uma redução dos preços a partir desta semana

  • Petroleira desmentiu o presidente, nesta segunda-feira (06), informando que não há decisão tomada

  • Essa é apenas uma de uma série de investigações abertas pela CVM devido a falas do presidente Bolsonaro

Nesta segunda-feira (06) a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) abriu um processo administrativo para investigar possível vazamento de informações após fala do presidente Bolsonaro.

Neste domingo, o presidente disse ao site Poder360 que a estatal iria iniciar um corte nos preços dos combustíveis ainda nesta semana. Segundo o portal, Bolsonaro não deu detalhes sobre a redução, como valores percentuais ou fontes.

No dia seguinte, segunda-feira, a estatal informou através de uma nota oficial que ainda não foi tomada nenhuma decisão tomada, e que não anuncia suas decisões antes de irem ao mercado.

"A Petrobras monitora continuamente os mercados, o que compreende, dentre outros procedimentos, a análise diária do comportamento de nossos preços relativamente às cotações internacionais. A Petrobras não antecipa decisões de reajuste e reforça que não há nenhuma decisão tomada por seu Grupo Executivo de Mercado e Preços (GEMP) que ainda não tenha sido anunciada ao mercado", afirmou a estatal.

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Investigações da CVM

A CVM disse que não comenta sobre casos específicos, e não deu detalhes sobre a investigação.

Essa é a terceira investigação da CVM envolvendo a petroleira e falas do presidente Bolsonaro em pouco mais de um mês. A primeira ocorreu no dia 25 de outubro, quando o presidente comentou sobre uma possível privatização da empresa.

A segunda foi no dia 27, após o presidente comunicar que a petroleira nacional reajustaria novamente seus preços. A declaração foi dada após a empresa ter reajustado os preços, dois dias antes.

Há também uma outra investigação, desta vez do início do ano, quando o presidente decidiu demitir o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, através das redes sociais, sem cumprir os trâmites usuais.

Queda de popularidade

Bolsonaro tem visto sua popularidade cair, assim como suas chances de reeleição, muito em parte devido aos preços dos combustíveis em seu governo.

Por conta disso, o presidente tem criticado abertamente a política de preços da empresa, instituída no governo Temer, e colocado a culpa da alta no ICMS, de alçada estadual.

O Confaz (Conselho Nacional de Política Fazendária), recentemente decidiu pelo congelamento do valor do ICMS, no entanto, segundo especialistas, a medida é insuficiente para notar diminuição nos bolsos.

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