CVM investiga se fundador da Marfrig usou informações privilegiadas na Bolsa

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***ARQUIVO***SÃO PAULO: Retrato de Marcos Molina, presidente da Marfrig Global Food. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO: Retrato de Marcos Molina, presidente da Marfrig Global Food. (Foto: Adriano Vizoni/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A CVM (Comissão de Valores Mobiliários) apura se Marcos Molina, fundador da Marfrig, fez "uso indevido de informações privilegiadas em operações" na B3 em 2018. Ele teria operado ações ordinárias antes de anunciar a aquisição do frigorífico National Beef Packing Company.

Segundo noticiado no jornal Valor Econômico, o empresário participou de negociações para a compra da empresa, inclusive de reuniões presenciais com representantes das companhias, entre 23 de junho de 2017 e 16 de março de 2018.

Em nota, a Marfrig diz que, no período investigado, não havia "diálogo constante" entre a Marfrig e a Leucadia (atual Jefferies Group), então controladora da National Beef.

"Em um primeiro momento, a Marfrig propôs uma troca de ativos, opção rejeitada pela Leucadia em dezembro de 2017. Após a recusa da Leucadia, os contatos entre as duas empresas foram encerrados e só retornaram no início de março de 2018. Nesse intervalo, a Leucadia fez contatos com outros interessados na compra da National Beef", diz a nota.

A empresa afirma ainda que a negociação só foi realizada após a aprovação de um empréstimo em 8 de março de 2018.

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