Cyborg cobra UFC e Amanda Nunes por definição de luta e acena para o Bellator

Cyborg com o cinturão após bater Yana Kunitskaya (Mike Roach/Zuffa LLC/Zuffa LLC via Getty Images)

Cris Cyborg parece cada dia mais insatisfeita com sua situação no UFC. Sem entrar no octógono desde março, quando nocauteou Yana Kunitskaya, ela deve enfrentar Amanda Nunes em dezembro, mas o combate ainda não foi confirmado pela organização, apesar de a campeã peso-galo (61 kg) já ter assinado o contrato. Isso porque a veterana espera lutar antes disso, mas não chega a um acordo neste sentido. Em entrevista à rádio online ‘SiriusXM’, a campeã dos penas (66 kg) reclamou da falta de uma definição para o duelo contra a baiana e acenou com uma mudança para o Bellator ou o MMA japonês.

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Cyborg voltou a afirmar que não é justo ter de esperar nove meses entre os combates diante de Kunitskaya e Nunes, uma vez que esteve disposta e pronta para lutar em todo este período de tempo. Segundo Cris, se o Ultimate deseja que ela enfrente Amanda, é necessário ser compensada financeiramente pelo tempo de inatividade.

“No dia em que ela [Nunes] assinou o contrato, o UFC entrou em contato com meu empresário. Dois dias antes, eles tinham me convidado a lutar contra Amanda Nunes no dia 8 de setembro. Eu disse ‘Sim, estou pronta. Quero lutar’. Depois disso, eles nos contataram e disseram que Amanda não poderia lutar em setembro e que ela só queria lutar em dezembro”, falou.

“Para mim, esperar nove meses por uma luta… Não recebo dinheiro desde a última luta, contra Yana Kunitskaya. Não acho que seja justo esperar nove meses para lutar. Posso lutar! Não tenho lesões. Estou saudável, posso lutar, e [não luto] só porque Amanda não não está pronta. (…) Gostaria de lutar antes. Gostaria de lutar com ela, mas, se ela não está pronta, se não pode lutar agora, eu gostaria de lutar antes. Ou, se eles querem que eu espere nove meses, acho que tem de valer”, reclamou.

A brasileira reforçou também as críticas em relação ao que ela considera ser a exacerbação da ‘política’ como critério para o casamento de lutas no UFC. Citando a recusa de ambos em lutar quando convidados pela organização, ela comparou a situação de Amanda e a de Colby Covington.

“Antes de Dana White dar o cinturão a Ronda, eu já era a campeã na minha categoria. E acho que todos os meus fãs sabem com o que eu lido todos os dias. Como contra Ronda ou outras lutas, é tudo política. Sou campeã há muito tempo, invicta há 12 anos, e se uma luta não acontece com meninas como elas, é política. Você pode ver como é política, porque estou pronta para lutar agora, e tenho que esperar nove meses. E você vê Colby Covington. Eles vão tirar o cinturão dele, e ele conseguiu o título 45 dias atrás, porque Woodley está pronto para lutar e ele disse que não está. Então, eles tiraram o cinturão. Esse é um exemplo de como a política funciona”, disse.

Apesar da analogia feita por Cyborg, as duas situações são diferentes: o duelo entre ela e Amanda aconteceria na categoria de Cris, o peso-pena. A baiana seria, portanto, a desafiante a um título diferente e, pela lógica, não colocaria o próprio cinturão em jogo. Já Colby, campeão interino dos meio-médios (77 kg), recusou enfrentar o detentor do cinturão linear, Tyron Woodley, pela unificação do seu título.

A lutadora reiterou ainda a vontade de fazer uma luta de boxe contra a colombiana naturalizada norueguesa Cecilia Braekhus. E surpreendeu ao citar o Bellator e o MMA japonês — possivelmente no Rizin, que tem uma parceria técnica com a organização americana.

“Ainda tenho muitas coisas na minha carreira. Tenho duas lutas restando no meu contrato com o UFC e espero que as coisas deem certo. Tenho o sonho de fazer uma luta de boxe e com certeza farei isso. Se não estiver no UFC, talvez eu enfrente Julia Budd no Bellator. Acho que há muitas portas para mim. Talvez possa lutar um GP, mais de uma luta no mesmo dia, no Japão. Muitas coisas podem acontecer. Não acho que isso é o fim da minha carreira, apenas mais um desafio. Já superei muitas coisas na minha carreira e, se eu não lutar mais no UFC, com certeza vou achar outras formas de seguir aumentando o meu legado”, falou.

Cyborg sofreu apenas uma derrota em sua carreira, em 2005, contra Erica Paes. De lá para cá, ela fez 21 combates, com um ‘no contest’ — por uso de doping — e 20 vitórias.

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