Dá para ficar mais magro e saudável na pandemia? Veja histórias de quem conseguiu

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RIO - Antes da pandemia, a rotina de muita gente era comer o que dava no horário de trabalho, tomar uma cervejinha após o expediente e depois descansar diante da TV. Mas algumas pessoas, por medo, tempo extra, tédio ou ansiedade, adotaram um estilo de vida mais saudável mesmo durante o isolamento social.

Na Inglaterra, o assistente social Tim Ludford, 37, começou a pandemia bem obeso, com IMC (Índice de Massa Corporal) 40, quando o normal fica entre 18,5 e 24,9. No isolamento, ele estava com tanto medo de pegar o novo coronavírus que passou a cozinhar. Ao saber que um amigo tinha tido um infarto, e lembrando que o próprio pai também teve problemas do coração, começou a ter crises de ansiedade. Para lidar com elas, o médico sugeriu atividade física.

Assim, mesclando atividade física com uma alimentação mais saudável, Ludford conseguiu controlar o medo e a ansiedade e perdeu 34 quilos. Ele disse ao jornal “The Guardian”, que o exercício se tornou a roda que manteve o ônibus circulando. “Tudo veio junto, ao mesmo tempo. E o isolamento funcionou como gatilho.”

No Reino Unido, a atividade física era uma das únicas coisas que permitia às pessoas sair do lockdown. Para especialistas, isso mandou uma mensagem importante para a população sobre o quão importante é fazer exercício.

Para muita gente, durante o isolamento não havia muito o que fazer. A aposentada britânica Sue Wild decidiu, com o tempo livre, voltar a se exercitar e tentar entrar em forma. Ela baixou um aplicativo e começou a correr. “Foi estranho, eu nunca gostei muito de correr. Mas eu acho que, como não podia sair muito, era bom ter um tempinho fora de casa para ver o mundo e ter a sensação de normalidade”, disse ao jornal “The Guardian”.

Ela não está sozinha. Um estudo da Universidade College London com 5.395 mostrou que pessoas com mais de 65 anos foram as mais ativas durante a pandemia, e foi o único grupo que se tornou mais ativo depois da flexibilização das regras de isolamento do que antes.

Já o professor Tom Firth, 33, estava acostumado a trabalhar mais de 12 horas por dia. Ele sabia que não tinha uma rotina saudável, mas nunca tinha tempo para isso. No começo da pandemia, durante o rigoroso isolamento no Reino Unido, ele se jogou na frente da TV e via séries inteiras em uma tarde. Mas sentiu sua saúde mental se deteriorar, então começou a pedalar numa bicicleta ergométrica. Estabeleceu a meta de pedalar 1,6 mil quilômetroe em um mês e até criou uma planilha para isso.

Resultado: ficou bem mentalmente e perdeu 20 kgs. “Me exercitar uma hora por dia fez maravilhas pela minha saúde mental. Ela libera todos aqueles componentes químicos bons. É realmente viciante.”