A década perdida do ‘Monstro do Leblon’

Flávio Calp Gondim, o investidor carioca cujo apetite cavalar para risco lhe rendeu o apelido de “Monstro do Leblon”, passou a última década vendo bilhões nascerem e evaporarem do seu patrimônio… apenas para voltar para a cifra inicial.

Seu fundo Ponta Sul afundou, nos últimos dias, a um patrimônio líquido de “apenas” R$ 280 milhões. O valor é o menor desde janeiro de 2013, há quase uma década, quando o veículo acabara de ser criado.

Gondim é o único cotista do fundo, que se tornou símbolo da volatilidade que marcou o comportamento da Bolsa na pandemia. Assim que o Brasil entrou em quarentena, o Ponta Sul despencou 80% num só dia, o pior desempenho de todo o mercado.

Em poucas semanas, o investidor perdeu R$ 5 bilhões, mas empreendeu uma recuperação inacreditável nos meses seguintes, graças ao rali das Bolsas após o baque inicial da Covid. Em meados do ano passado, o patrimônio do Ponta Sul já se aproximava de R$ 10 bilhões.

Os últimos meses, porém, foram duros para o fundo, que precisou se desfazer de praticamente toda sua posição no banco Inter, da qual chegou a deter quase 15% das ações.

A redução da participação se deu, segundo especulam observadores, para cobrir uma “chamada de margem” — isto é, quando um investidor adepto de apostas arriscadas precisa complementar a garantia exigida para esse tipo de operação porque vinha perdendo dinheiro além do limite tolerado pela corretora.

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