Déficit comercial de bens dos EUA atinge máxima recorde em março

Navio empilhado com contêineres é descarregado em um píer em Port Newark, Nova Jersey, EUA, 19 de novembro de 2021. REUTERS/Mike Segar

Por Lucia Mutikani

WASHINGTON (Reuters) - O déficit comercial de bens dos Estados Unidos aumentou em março para o maior nível já registrado, em meio a amplo salto nas importações, sugerindo que o comércio continuou sendo um obstáculo para o crescimento econômico norte-americano no primeiro trimestre.

O relatório do Departamento de Comércio dos EUA desta quarta-feira também mostrou sólidos avanços nos estoques no varejo e atacado, mas o ritmo de acumulação nos armazéns provavelmente não foi rápido o suficiente para impulsionar o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB).

O déficit comercial de bens saltou 17,8%, para um pico recorde de 125,3 bilhões de dólares. As importações de bens avançaram 11,5%, para 294,6 bilhões de dólares, impulsionadas pelos suprimentos industriais, que incluem derivados de petróleo.

As importações de bens de consumo aumentaram 13,6%, enquanto os veículos automotores saltaram 12,0%. Houve também ganhos sólidos nas importações de alimentos e bens de capital.

As exportações de bens subiram 7,2%, para 169,3 bilhões de dólares, lideradas por aumento de 12,3% nas remessas de insumos industriais.

O comércio tem impactado negativamente o crescimento do PIB dos EUA por seis trimestres consecutivos, maior sequência do tipo desde o início de 2016.

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