Délcio Luiz lança música com Zico tocando tamborim e comanda roda de samba que atrai até Adriano Imperador

Sextou com clipe novo! Mas a canção, vejam só, é uma celebração às segundas-feiras, odiadas por muita gente. Tudo porque para o sambista Délcio Luiz, compositor da música, esse sempre foi um dia animado, de folga, em que ele joga uma partidinha de futebol com os amigos, emenda num churrasquinho e numa despretensiosa roda de samba. Mas a tal roda ficou tão popular que virou “Que segunda é essa”, gravada no Bar do Galinho, no Centro de Futebol Zico (CFZ), no Recreio. Um dos maiores ídolos do futebol de todos os tempos, Zico toca tamborim no clipe. Já nos vocais, ele prefere não se arriscar para não dar bola fora:

— Cantar, só junto com a galera toda. Já passei esse vexame com meu compadre Fagner, numa música de carnaval (“Batuque de praia’’). Hoje, com os ajustes da tecnologia, dá para modificar tudo — pondera Zico, que domina a área com seu instrumento, se garantindo: — Na época da seleção brasileira, o tamborim ninguém pegava, não. Eu sou de Quintino, de perto do samba, de Madureira, da Portela, do Império, do bloco Juventude de Quintino. Até aprendi a tocar alguma coisa, um pouquinho... E não desafino, não.

Já o craque dos compassos Délcio, dono de sucessos como “Marrom bombom’’, conta que jogar futebol sempre foi o sonho de vários pagodeiros, inclusive o seu.

— Todo sambista e pagodeiro têm vontade de jogar bola. O samba tem tudo a ver com futebol. Eu não sou bom, mas também não faço feio, dá para fazer uns golzinhos (risos)! Jogo com a camisa 9, sou centroavante — conta ele, celebrando tocar ao lado de Zico, amado principalmente pelos flamenguistas: — Ele é meu ídolo número 1, não tem jeito! Mas tomara que os vascaínos, botafoguenses e tricolores também curtam esse lançamento.

A resenha que começou despretensiosa deu tão certo, que a roda às segundas, às 20h, atrai cada vez mais gente. Délcio conta que sempre teve vontade de fazer um encontro de amigos com uma pelada, um churrasquinho e com um pagodinho no final. Ele conheceu o CFZ ao levar o filho, de 11 anos, para jogar futebol. Foi convocando os amigos para os encontros e a cada semana, no boca a boca, foi chegando mais gente. Até o jogador Adriano Imperador já marcou presença! Você aí não vai querer baixar lá?

— Antes, era só quem jogava bola e os mensalistas do clube. Agora vai mulher, família... — festeja Délcio, que comanda a roda no Bar do Galinho desde sua inauguração, em junho: — Quando Thiago (Coimbra, filho de Zico) contou que Zico estaria presente, pensei: “agora o negócio ficou sério”. Fiquei muito feliz e achei que tinha que fazer um samba em homenagem ao bar. Na inauguração, cantei a letra lendo no celular. Zico chegou perto, me abraçou e começou a ler e cantar comigo. Depois de tudo isso, resolvi gravar!

Em carreira solo, Délcio Luiz é compositor de várias músicas de sucesso. “A carta” e “Desliga e vem”, eternizadas pelo grupo Exaltasamba; “O bem”, de Arlindo Cruz; “Hoje eu vou pagodear”, do Fundo de Quintal, e os hits dos anos 90 do grupo Molejo, como “Cilada” e “Dança da vassoura”.

Délcio e Zico têm na ponta da língua os ingredientes que dão a liga numa roda de samba.

— Uma boa cervejinha, um churrasquinho e depois de um bom futebol — resume o ex-jogador.

O cantor emenda:

— Não pode faltar a galera, muita alegria e palma na mão.

Segunda-feira é sempre dia de festa para os jogadores e sambistas.

— Quando eu jogava, era dia de folga, passear com a família... Para o sambista é a mesma coisa. Espero que as segundas-feiras sejam sempre felizes como Délcio diz na música — deseja Zico.

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