Dívida bruta do governo alcança 77,13% do PIB em setembro, menor proporção desde abril de 2020

Dados divulgados pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira apontam que que a dívida pública caiu 77,13% em relação ao PIB no mês de setembro, a menor proporção desde abril de 2020. Essa trajetória de queda vem se repetindo nos últimos 30 meses.

A dívida bruta do governo geral (DBGG) compreende os resultados dos governos federal, estaduais e municipais e o o INSS. Atualmente, ela soma R$ 7,3 trilhões. Só em 2022 a redução em relação ao PIB é de 3,1 pontos percentuais – caiu de 80,27% em dezembro de 2021 para o atual patamar de 77,13%.

De acordo com o BC, as razões para essa redução passam pelo efeito do crescimento do PIB nominal, ou seja, sem descontar a inflação no período, os resgates líquidos de dívida, a valorização cambial e os juros nominais. Em 2022, o país vem registrando avanço do PIB. Dados do IBGE apontam que o PIB havia crescido 1,2% no segundo trimestre deste ano. O boletim Focus, do BC, que reúne as expectativas do mercado, projeta que o PIB de 2022 deve ser de 2,76%.

Contas públicas no azul

O Banco Central também registrou superávit primário para o governo central, que marcou R$ 11,1 bilhões em setembro. Considerando os resultados das estatais e dos governos regionais, as contas públicas tiveram superávit de R$ 10,7 bilhões em setembro.

Nesse caso, os governos regionais também tiveram resultado positivo, de R$ 321 milhões. Já as empresas estatais ficaram no vermelho e fecharam setembro com déficit de R$ 688 milhões.

No acumulado dos últimos 12 meses encerrados em setembro, o superávit do setor público consolidado atingiu R$181,4 bilhões, O equivalente a 1,93% do PIB.

Na última semana, o Tesouro Nacional informou que o governo federal havia registrado um superávit primário de R$ 11 bilhões em setembro, o melhor resultado para o mês desde setembro de 2010.