Dívida pública tem quinta queda seguida e vai a 83,8% do PIB

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - A dívida bruta do governo foi a 83,8% do PIB (Produto Interno Bruto) em julho, redução de 0,1 ponto percentual em relação ao mês anterior. Os dados foram divulgados pelo BC (Banco Central) nesta terça-feira (31).

Esta é a quinta queda consecutiva do endividamento do país em relação ao PIB. Na comparação anual, houve redução de 5 pontos percentuais.

De acordo com a autarquia, o resultado se deu principalmente por causa do aumento do PIB no período, que contribuiu em 0,9 ponto percentual.

No total, a dívida bruta somou R$ 6,79 trilhões em julho. Se for considerado o valor em reais, a dívida manteve trajetória de crescimento nos últimos meses. Em junho, o montante somava R$ 6,72 trilhões e R$ 6,69 trilhões em maio.

A comparação é feita em relação à atividade econômica para mostrar se a dívida do governo é sustentável.

O endividamento registrou crescimentos expressivos por mês desde o início da pandemia de Covid-19. Depois da chegada do vírus ao país, o governo teve de gastar mais em programas emergenciais, como o auxílio emergencial e linhas de crédito para empresas.

Em fevereiro deste ano, a dívida alcançou 89,27% do PIB, maior percentual da série histórica iniciada em 2006. No mesmo mês de 2020, último antes dos impactos da crise sanitária, a dívida estava em 75,16%.

A partir de março, contudo, o endividamento -em relação ao PIB- começou a cair.

Segundo expectativas do mercado coletadas pelo BC, os economistas consultados projetam que a dívida encerre o ano em 82,1% do PIB e volte a crescer nos anos seguintes, chegando a 85,4% em 2024.

A dívida líquida, que desconta os ativos do governo, também registrou queda de 0,5 ponto percentual em julho e chegou a 60,3% do PIB. Segundo o BC, o crescimento da atividade econômica contribuiu em 0,7 ponto e a alta do dólar de 2,4% no mês puxou 0,4 ponto para baixo.

Quando o dólar sobe, há redução no valor da dívida líquida em reais porque são descontadas as reservas internacionais, mensuradas em moeda americana.

Pela metodologia do BC, o setor público registrou déficit primário de R$ 10,3 bilhões em julho. No acumulado do ano, as contas públicas tiveram resultado negativo de R$ R$ 15,5 bilhões.

O resultado primário indica a capacidade do governo de pagar as contas, excluindo os encargos da dívida pública. Se as receitas são maiores que as despesas, há superávit. Caso contrário, há deficit.

O resultado nominal, que inclui o custo da dívida, foi deficitário em R$ 55,4 bilhões no mês.

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