Dólar é negociado a R$ 5,59, com mercado atento a possível aumento nas tensões entre China e EUA

Gabriel Martins
Cédulas de dólar, a moeda oficial dos Estados Unidos

RIO — Embora tenha iniciado a sexta-feira em queda, poucos minutos após a abertura o dólar comercial ganhou força contra o real. Às 9h25, a moeda americana era negociada com alta de 0,22%, valendo R$ 5,593. Nesta sessão, os investidores dividem as atenções entre um possível aumento nas tensões entre Pequim e Washington, além de monitorarem a divulgação do vídeo da reunião na qual o presidente Jair Bolsonaro teria pedido interferência na Polícia Federal.

Na agenda internacional, o Parlamento da China anunciou que planeja impor a Hong Kong uma nova lei de segurança nacional, o que que daria ao Partido Comunista mais controle sobre a cidade semiautônoma. O presidente americano, Donald Trump, declarou que os EUA reagiriam de "maneira muito forte" contra a tentativa de mais controle chinês sobre a ex-colônia britânica.

Os analistas entendem que a tentativa de controle de Hong Kong é uma demonstração de força do presidente Xi Jinping após o Senado americano ter aprovado uma lei que veta o ingresso empresas chinesas na Bolsa dos EUA.

Em relação à cena doméstica, o mercado monitora as novidades em relação à divulgação do vídeo da reunião ministerial na qual o presidente da República teria pedido mudanças no comando da Polícia Federal para proteger sua família.

O gabinete do ministro do STF Celso de Mello informou, na véspera, que o decano da Corte anunciaria nesta sexta, até às 17h, se a divulgação do conteúdo do vídeo será parcial ou integral.