Dólar acumula queda de 5,89% na semana e termina mês cotado a R$ 5,17

O dólar fechou a sexta-feira cotado a R$ 5,1773, após uma queda de 0,27% na sessão. No mês, a divisa americana se desvalorizou em 1,11% ante o real.

Na última sexta-feira, a moeda chegou a alcançar o maior patamar desse período e foi negociada por R$ 5,4977. Na semana, a queda foi de 5,89%.

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Um dos fatores que explica a queda recente do dólar é o resultado negativo do PIB americano no segundo trimestre de 2022, levando os Estados Unidos a uma recessão técnica. O mercado interpretou que a inflação pode estar perto de ser controlada, fazendo com que o Federal Reserve não seja obrigado a aplicar novas altas de juros tão duras.

— Em tese, a alta de juros tende a fortalecer a moeda. Mas, no cenário que a gente se encontra, a última decisão do Fed de aumentar 0,75 pontos percentuais, em linha com as expectativas do mercado, acaba trazendo um pouco mais de tranquilidade e fôlego para os ativos de risco. Isso beneficia a Bolsa, traz dólares para o Brasil e enfraquece a moeda americana — explica Augusto Dacol, sócio da Ável Investimentos.

A alta das commodities também contribuiu para a valorização do real. Como o Brasil é um país exportador de produtos como minério de ferro e petróleo, a moeda local tende a se beneficiar quando o comércio com outros países vai bem.

Dacol ainda aponta que houve uma correção na precificação do dólar este mês:

— O mês de junho teve a maior alta desde março de 2020. Essa queda, então, vem muito em linha com uma correção do preço do dólar.

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