Dólar cai e bolsa tem alta com investidores em busca de sinais sobre ritmo da agenda de reformas do governo

O Globo, com agências
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RIO e SÃO PAULO — A bolsa paulista abriu com viés de alta nesta quarta-feira, mais uma vez apoiada pelo clima favorável a ativos de risco no exterior e com a temporada de balanços no Brasil.

Com as atenções dos investidores ainda voltadas a Brasília, o dólar teve uma manhã instável. Nos primeiros negócios, a moeda americana avançou, mas já apresentava queda no meio da manhã, com os investidores em busca de sinais sobre como será o ritmo da agenda de reformas do governo sob as novas presidências da Câmara e do Senado, em meio à cautela persistente em torno das contas públicas do Brasil.

Às 10h58, o dólar comercial baixava 0,44%, a R$ 5,330 na venda. Na véspera, a moeda americana recuou 1,73%, e encerrou negociada a R$ 5,35 na venda. Na máxima do dia, a divisa bateu em R$ 5,42 e, na mínima, caiu a R$ 5,34.

Já o Ibovespa, índice de referência da B3, avançava, às 11h02, 1,08%, somando 119.516 pontos. No pregão de terça-feira, a bolsa paulista fechou em alta, seguindo a tendência global. O Ibovepa avançou 0,61%, somando 118.233 pontos.

Lá fora, os mercados de ações apresentam tendência de alta. Na Europa, o FTSE-100, da Bolsa de Londres, apresentava estabilidade, avançando 0,03%. Já Paris subia 0,23% e a bolsa de Frankfurt tinha ganhos de 0,43%.

Nos EUA, o S&P 500 e o Nasdaq estavam a caminho de abrir em alta nesta quarta-feira, após forte resultados trimestrais da Alphabet e da Amazon, enquanto os investidores contavam com mais estímulos fiscais por parte do governo para ajudar na recuperação econômica.

Os papéis da Alphabet Inc. deram um salto de 7,3% no pré-mercado, enquanto as ações da Amazon avançavam cerca de 2,6%, recuperando-se do choque inicial do anúncio da saída de Jeff Bezos do comando da gigantge americana do e-commerce. A gigante do varejo também relatou vendas trimestrais acima de US$ 100 bilhões pela primeira vez.

— Bezos ainda estará mexendo os pauzinhos . Não acho que seja uma preocupação material para as ações, uma vez que continua a exibir números que continuam a exceder até mesmo as estimativas mais otimistas — disse Neil Wilson, analista de mercado chefe da Markets.com.