Dólar cai e bolsas mundiais sobem com sanção de Trump a pacote de US$ 900 bi

O Globo
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RIO — O dólar opera em queda nesta manhã e as bolsas mundias sobem, após a sanção do pacote de US$ 900 bilhões por Donald Trump. Após chamar o projeto de desgraça e deixar sua assinatura para praticamente o último minuto, o presidente americano deu aval ao projeto, que prevê alívio a famílias americanas, pequenas empresas e companhias aéreas, além de bilhões de dólares para distribuição de vacinas no país.

Às 9h09, o dólar recuava 0,56%, a R$ 5,177 . Na última sessão, na quarta-feira da semana passada, a moeda americana fechou em alta a R$ 5,20.

No exterior, o mercado reagiu com otimismo à sanção do pacote. A Bolsa de Frankfurt subia 1,49% e a de Paris, 1,14%. Como é feriado em Londres, a bolsa não abriu nesta segunda-feira.

Os investidores também comemoram o avanço da imunização pelo mundo, como na Europa, que lançou lançando uma campanha de vacinação em massa no domingo, e o acordo comercial entre União Europeia e o Reino Unido.

Na Ásia, as bolsas fecharam em alta após a assinatura do pacote por Trump. Na bolsa de Tóquio, onde os ganhos foram liderados pelas ações de eletrônicos, o índice Nikkei fechou em alta de 0,7%, somando 26.854,03 pontos. Na China, o índice CSI300, que reúne as maiores companhias listadas em Xangai e Shenzhen, avançou 0,44%, enquanto o índice de Xangai teve ganho de 0,02%.

Em Seul, o índice KOSPI teve valorização de 0,06%, e a bolsa de Taiwan registrou alta de 1,06%. Já a bolsa de Hong Kong fechou em baixa, com o índice Hang Seng perdendo 0,27%.

Boletim Focus

O mercado ajustou suas estimativas para a economia brasileira e passou a ver a taxa básica de juros ligeiramente mais alta no fiml de 2021, de acordo com o Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central.

O levantamento semanal mostrou que os especialistas consultados passaram a ver a taxa Selic a 3,13% no fim do ano que vem na mediana das projeções de 3,0%,estimada anteriormente, e contra o patamar de 2,0% com que encerra 2020. O Top-5, grupo dos que mais acertam as previsões, continua vendo os juros básicos em 3,0% no fim do ano que vem.

Para a inflação, os economistas ainda calculam taxa de 4,39% em 2020, mas reduziram as contas para a alta do IPCA em 2021, de 3,37% para 3,34%.

O centro da meta oficial de 2020 é de 4% e, de 2021, de 3,75%, ambos com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Para o Produto Interno Bruto (PIB), permanece a estimativa de contração de 4,40% em 2020, mas o cenário para o crescimento em 2021 foi melhorado a 3,49%, de 3,46% na semana anterior.