Dólar opera acima de R$ 5,20, com receio do avanço da variante Delta; Bolsa também sobe

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RIO — O dólar operava com leve alta o real no início dessa quarta-feira, devolvendo as perdas da véspera. A semana dos mercados é marcada por forte volatilidade em razão dos tremores sobre os possíveis impactos econômicos da variante Delta do coronavírus para a economia.

A Bolsa, por sua vez, operava com leve alta, em ambiente mais favorável ao risco no exterior.

Por volta de 10h30, a moeda americana era negociada a R$ 5,2569, alta de 0,50%. No mesmo horário, o índice Ibovespa subia 0,18%, aos 125.627 pontos.

Após um tombo na segunda-feira, as bolsas apresentam tendência de recuperação, que segue nesta quarta, com sinais positivos na Europa e em parte da Ásia.

Mas a cautela segue presente, impactando na própria cotação do dólar. Os agentes de mercado também monitoram a agenda corporativa com a apresentação dos balanços do segundo trimestre.

Na cena doméstica, mesmo com o recesso parlamentar, eles observam possíveis ruídos políticos em Brasília, principalmente, na relação entre o presidente Jair Bolsonaro e o Congresso.

“O mercado está voltando seu foco a mais uma bateria de balanços corporativos, deixando de lado maiores preocupações com o impacto de novos picos de contaminação por Covid-19 sobre a recuperação da economia global”, escreveram analistas da Guide Investimentos, em nota matinal.

Ações da Desktop saltam após IPO

Entre as ações, as ordinárias da Petrobras (PETR3, com direito a voto) subiam 0,18% e as preferenciais (PETR4, sem direito a voto), 0,56%.

As ordinárias da Vale (VALE3) e as da Siderúrgica Nacional (CSN3) cediam 0,18%, devendo ser impactadas, ao longo do pregão, pela queda do preço do minério de ferro negociado na China.

As preferenciais da Usiminas (USIM5) tinham alta de 0,16%.

Em sua estreia na Bolsa, as ordinárias da Desktop subiam 7,15%. Em seu IPO (oferta pública inicial de ações, na sigla em inglês), a empresa precificou os papéis em R$ 23,50, conseguindo levantar R$ 715 milhões.

Petróleo volta à casa dos US$ 70

Um desempenho melhor do petróleo também ajuda papéis de empresas importantes. Após o tombo de segunda, a commodity voltou a ser negociada na casa dos US$ 70, o barril.

Por volta de 10h10, o contrato do petróleo tipo Brent para setembro tinha alta de 1,87%, negociado a US$ 70,65 por barril. Já o do tipo WTI para o mesmo mês, avançava 1,90%, cotado a US$ 68,48, o barril.

Bolsas no exterior

Na Europa, as bolsas seguiam o movimento de recuperação visto no dia anterior. Por volta de 09h52, no horário de Brasília, a Bolsa de Londres subia 1,51%. Em Frankfurt e Paris, ocorriam altas de 0,78% e 1,30%.

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única. O índice Nikkei, da Bolsa de Tóquio, subiu 0,58%. Em Hong Kong, houve queda de 0,13% e, na China, avanço de 0,73%.

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